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Justiça do RJ nega direito de acesso às redações do Enem, diz MEC

Decisão vem na contramão do que foi proferido pela Justiça do Ceará.
Caberá ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, avaliar.

Do G1, em São Paulo
46 comentários
O juiz federal da 22ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Rafael de Souza Pereira Pinto, indeferiu o pedido liminar da ação civil pública de vistas à prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição 2011, proposta pela Defensoria Pública da União, segundo o Ministério da Educação.
Com isso, há duas decisões válidas. A deferida pela Justiça Federal do Rio que nega o direito de acesso às redações e na contramão, a da Justiça Federal no Ceará que concedeu a todos os candidatos a terem acesso às cópias das provas de redação, e respectivos espelhos de correção do Enem. Segundo o MEC, nesta sexta-feira (20),  o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), no Recife, deve definir qual decisão será válida.

Em seu site, o MEC publicou nesta quinta-feira (19) que, de acordo com o magistrado Rafael de Souza Pereira Pinto, "não há que se falar em direito subjetivo do candidato à interposição de recurso administrativo, visando à revisão de notas, notadamente caso o edital não contemple tal possibilidade, como é o caso aqui analisado."

O magistrado considerou também a amplitude nacional do exame. “Deveras, não se pode desprezar o fato de que o concurso em apreço revela-se de amplitude nacional, contando com mais de 6 milhões de inscritos..., razão pela qual a possibilidade de franquear vista de provas a todos os participantes, bem assim de oportunizar a interposição de recursos voluntários, constituiria procedimento de difícil viabilização na prática, para além de comprometer severamente o cronograma do Enem ou, ao menos, poderia vir a torná-lo de difícil implementação”.
Pereira Pinto analisou ainda, segundo nota do MEC, que o edital do Enem foi publicado há diversos meses, razão pela qual o conteúdo poderia ter sido impugnado. “Não me parecendo razoável que somente agora, após a realização de todas as provas, e às vésperas do encerramento do prazo de inscrição no Sisu, a Defensoria Pública da União venha a Juízo questionar a legalidade de cláusulas editalícias, em relação às quais, é válido acentuar, há muito possuía prévia ciência”.

Enem de abril
Pela manhã, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta que a decisão da Justiça do Ceará de permitir acesso aos estudantes às provas de redação do Enem torna difícil viabilizar edição do Enem em abril, conforme previsto anteriormente. A cinco dias de deixar o Ministério da Educação para se dedicar à disputa pela prefeitura de São Paulo nas eleições de outubro, ele disse que a pasta poderá abrir mão de realizar duas edições do Enem em 2012.
Segundo o ministro, o governo "não pode lançar a ideia" sem ter condições de "atender". "O coroamento do Enem passa por duas edições por ano, mas não podemos colocar a máquina em fadiga, sobretudo com essas novas exigências que estão sendo feitas pelo Ministério Público”, afirmou em entrevista após participação no programa de rádio "Bom Dia, Ministro", produzido pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

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Estudantes entram na reta final para o Enem; confira dicas

Com o fim das férias, alunos retomam preparação para as provas.

Refazer exames dos anos anteriores é uma forma de estudar.

Ana Luiza Bessa, que se prepara para o Enem (Foto: Arquivo pessoal)Ana Luiza Carvalho Bessa, de 17 anos , fará Enem
pela segunda vez (Foto: Arquivo pessoal)
Grande parte dos estudantes brasileiros volta às aulas nesta segunda-feira (1º) com a missão de se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Marcado para os dias 22 e 23 de outubro, o exame já é utilizado no processo de seleção de 83 universidades públicas e institutos federais, segundo o MEC, e cada ano ganha mais importância entre os alunos que disputam uma vaga no ensino superior da rede pública.
A menos de três meses da prova, estudantes que farão o exame e professores de escolas que têm notas altas no exame dão dicas do que pode ser feito nesta reta final. Treinamento de leitura, resolução de exercícios e participação de simulados são algumas das principais recomendações
.
Uma prova de leitura e resistência. Assim o professor de literatura do Colégio Helyos, na Bahia, Alex Freitas Valadares. Na escola, que teve a nona nota mais alta do país no exame de 2009, os alunos que cursam o terceiro ano do ensino médio não têm uma preparação específica para a prova.
“As habilidades são trabalhadas durante o ensino fundamental e médio. O treino ocorre ao longo de muito tempo e não é coisa de um ano”, diz Valadares.
Para ele, o Enem é uma prova de resistência, pois o aluno tem de responder 180 questões; e de leitura, já que toda questão tem um texto prévio. “Para se dar bem é preciso ler bastante. O aluno que não lê, não escreve bem. Também é necessário treinar a redação.”
Veja dicas para ir bem no Enem:
Treine leitura, redação e faça resumos sobre cada tema estudado
Faça exercícios de exames passados e prepara-se para responder questões de lógica e interpretação
Faça simulados para se acostumar com o tempo de prova e com o preenchimento do gabarito
Estude atualidades, lendo notícias e vendo filmes
No dia da prova, responda primeiro as questões mais fáceis e disciplinas que tem facilidade
Valarades afirma que outras formas de se preparar para o exame é assistir a filmes simbólicos e ler atualidades. “Filmes como "Cisne Negro" e "Babel" trabalham a identidade e instrumentaliza a mente do aluno. Já assuntos como a crise americana e o massacre na Noruega podem ser cobrados.”
Ana Luiza Carvalho Bessa, de 17 anos, mora em Feira de Santana, na Bahia, e vai prestar o Enem neste ano pela segunda vez. No ano passado, fez como treineira.
Ana Luiza afirma que, para quem está se preparando para vestibulares mais tradicionais como os da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Enem é uma consequência.
“A prova não exige conhecimento específico, é mais lógica e interpretação. Para ir bem no Enem é preciso ter o hábito da leitura porque é mais global. Os outros vestibulares exigem conhecimento específico e detalhes.”
No Colégio Helyos, onde Ana Luiza estuda, há provas todos os sábados, por isso ela está acostumada a manter o ritmo de estudos e não deixar a matéria acumular, além de controlar a ansiedade e nervosismo na hora das avaliações. “Estou bem acostumada a fazer prova.”
A estratégia de Ana Luiza para fazer um bom Enem é ser rápida e direta. “São muitas questões, por isso é preciso ser objetivo. A redação sempre traz temas genéricos, mas não dá tempo de fazer grandes abordagens. É necessário investir em uma estrutura simples e objetiva.” Para treinar, a recomendação da vestibulanda é resolver os exames anteriores dos anos anteriores.
Filha de urologista e pediatra, Ana Luiza pretende seguir a carreira dos pais. Além do Enem, vai prestar os vestibulares das principais universidades públicas de São Paulo.
Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, estuda até as 21h para se preparar para o Enem (Foto: Arquivo pessoal)Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, vai tentar vaga
em universidades federais com nota do Enem
(Foto: Arquivo pessoal)
Tempo
Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, faz o terceiro ano do ensino médio no Instituto Dom Barreto, em Teresina, no Piauí. O colégio ficou na segunda colocação no ranking de notas do Enem 2009. A estudante faz exercícios de exames passados e participa de simulados da prova toda semana. “Fico na escola da uma (13h) às nove (21h) e estudo mais umas quatro horas por dia em casa”, diz.
Viviane vai tentar uma vaga em direito na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ambas usam a nota do Enem para selecionar estudantes pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). A jovem vai tentar ainda uma vaga em publicidade na ESPM, em São Paulo. “Agora acho que está na hora de já ter o conteúdo e fazer mais exercícios, treinar exercícios e o tempo”, afirma.
Nos simulados, estão trabalhando administração do tempo, concentração e também cada um vai criando
um estilo de responder"
Florinda Manuchaguian, coordenadora pedagógica do Colégio Albert Sabin
Leitura
No Colégio Albert Sabin, em São Paulo, os estudantes participam de simulados de vestibular desde o primeiro ano do ensino médio. Semanas antes do Enem, em outubro, os alunos do terceiro ano terão uma maratona de estudos com questões de exames passados. "Nos simulados, estão trabalhando administração do tempo, concentração e também cada um vai criando um estilo de responder", disse a coordenadora pedagógica do colégio, Florinda Manuchaguian.
Além disso, a escola estimula a participação em olimpíadas de conhecimento, como astronomia, robótica e história. “O tipo de questão é parecido com o Enem."
Entre os exercícios feitos pelos alunos está o “mapa conceitual”. A turma escolhe um tema e cada aluno é incentivado a escrever mais sobre outros conceitos e assuntos relacionados a ele. Em biologia, se o tema for sistema reprodutor, por exemplo, eles falam mais sobre conceitos como gameta, testículo, ovário, útero e fecundação.
“No final, forma uma espécie de fluxograma, porque começa a partir da palavra-chave do conteúdo e coloca tudo que aprendeu sobre esse conteúdo. Sempre fazendo links, fazendo flechas em cima de cada palavra. Isso começa lá em cima e vai crescendo. Vai perceber quanto se apropriou daquele conteúdo. Eles gostam de fazer, porque resume”, diz Florinda.
Alunos do Colégio Albert Sabin, em São Paulo, estudam em laboratório de ciências (Foto: Divulgação)Alunos do Colégio Albert Sabin, em São Paulo,
estudam em laboratório de ciências
(Foto: Divulgação)
Os estudantes têm ainda uma carga horária mais pesada de português e matemática, disciplinas que ajudam em todas as outras. Há estímulo constante de leitura e oficinas de redação semanais.
Para o dia da prova, Florinda sugere que os estudantes respondam primeiro as questões mais fáceis. Outra dica é grifar no enunciado aquilo que a pergunta pede. Quando ficar em dúvida, o estudante deve marcar as respostas possíveis e deixar para responder no final. Quando voltar, lê apenas as respostas possíveis e perde menos tempo.
O preenchimento correto do gabarito é essencial. Florinda diz que o estudante deve responder metade das questões e preencher o gabarito, para não ficar tudo para a última hora. Neste momento, a atenção deve ser redobrada para não errar nenhuma questão. “Temos casos de alunos que pularam uma questão e perderam todas as outras”, diz a coordenadora pedagógica.

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Um professor em defesa do Velho Chico

1245 300x183 Um professor em defesa do Velho Chico
A missão do professor Wellington Magalhães começou com um trajeto de 500 quilômetros de remo pelo Rio São Francisco.
Quando o professor de biologia Wellington Magalhães soube da greve de fome do bispo dom Luis Cappio em defesa do Rio São Francisco, em meados de 2006, na mesma hora decidiu fazer algo pela causa.
Assim, Magalhães foi até o oeste da Bahia e percorreu um trecho de 500 quilômetros do São Francisco de caiaque. De volta a Salvador, o professor decidiu abandonar 20 anos de carreira para se dedicar à defesa do rio. Hoje, à frente da Associação Velho Chico, desenvolve ações de educação ambiental e ajuda a conscientizar a todos da importância dos maiores cursos d’água da América Latina.
Portal EcoDesenvolvimento: Como surgiu a ideia do projeto?
Wellington Magalhães: Quando dom Luiz Cappio utilizou como estratégia de luta a greve de fome em 2006, assumindo publicamente sua posição contraria ao projeto do governo federal de transposição das águas do Velho Chico, meus alunos e outros professores ficaram curiosos para entender como estavam realmente as condições ambientais e sociais do Rio São Francisco e do povo ribeirinho. Nesta ocasião sentir um forte apelo interior para ir ao oeste da Bahia conhecer de perto as condições do Rio e do seu povo.
Por ter tido a oportunidade de viver o período da infância e adolescência em uma cidade que trazia no seu cotidiano uma estrutura social de baixo índice de violência e muita área verde preservada, consequentemente a prática de esporte foi uma constante em minha vida. Resolvi então descer o Rio em um caiaque, num percurso de aproximadamente 500 quilômetros, onde vi muita degradação ambiental e social. Então, prometi a São Francisco de Assis que quando chagasse a Salvador faria uma mobilização na cidade para a defesa do Velho Chico.
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O professor abriu mão da sala de aula para defender o Rio São Francisco.
Como você decidiu abandonar anos de profissão para cuidar do São Francisco?
Foi uma decisão muito difícil, pois envolvia toda a segurança financeira de minha família, além de 20 anos de emprego em duas grandes escolas de Salvador. Mas depois de muitas reuniões com minha esposa e meus dois filhos, na época 12 e oito anos, decidi transformar a campanha em uma ação mais organizada fundando então a Associação Cultural e Socioambiental Velho Chico (ACSVC).
Outro fator que contribuiu também foi a falta de projetos sérios nas escolas que possibilitassem a ação concreta, que interferissem realmente na esfera social e ambiental. Penso que a educação precisa passar verdadeiramente por uma grande reforma onde a teoria ande de mãos dadas com a prática. E creio que hoje eu consigo conciliar melhor estas duas realidades.
Como tem sido a vida desde então?
Muito difícil, mas ao mesmo tempo extremamente prazerosa, onde a esperança tem sido uma bandeira constante à frente do nosso projeto. A adesão das pessoas à proposta é sempre positiva e torna tanto trabalho em algo muito suave, nos enchendo de esperança quanto ao futuro da associação e do planeta. A maior dificuldade é conscientizar as pessoas de que pequenas ações fazem a diferença em uma grande escala, sobretudo quando se trata de um projeto ambiental.
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Logo no início do projeto, em 2007, foram distribuídas mais de 550 cestas básicas para a população carente da cidade ribeirinha de Bom Jesus da Lapa.
Por que optou pela educação ambiental?
Ter tido a honra de conhecer lugares lindos lá pelos anos 1970 e 1980, inclusive o Rio São Francisco, onde vi pela primeira vez uma onça pintada solta na mata, foi encantador.
E hoje encontrar praias e rios literalmente destruídos faz com que não dê para ficar parado sem fazer nada. E o mais triste desta realidade é constatar que quem mais destruiu nossa fauna e flora foram as pessoas que estudaram e acabaram patrocinando, em nome do consumismo, a destruição das floresta e mares nos grandes centros urbanos e no interior. Acho que como pai, eu tenho que fazer a minha parte pelo mundo. E a educação, em parceria com a ação, é uma ferramenta poderosa em busca de mudanças.
Como é sua relação com o Rio São Francisco?
Pelo menos uma vez por ano vou à região oeste da Bahia para olhar e sentir as águas do Velho Chico no corpo. É uma forma de alimentar minha relação amorosa com ele e sua defesa.
O que vocês já conseguiram realizar por meio do projeto?
Por meio da mobilização de 24 instituições educacionais (com a participação de um público de mais de 35 mil pessoas entre docentes, discentes e colaboradores), da Pastoral da Comunicação (Pascom), de empresas privadas e do Programa Chão e Paz transmitido pela TVE-Bahia, a Associação contribuiu para a melhoria da qualidade de vida dos ribeirinhos e para a bacia hidrográfica do Rio São Francisco (região oeste da Bahia) com as seguintes ações:
Em 2007 foram doadas, com o apoio da Diocese, 550 cestas básicas para a população carente da cidade ribeirinha de Bom Jesus da Lapa. Em 2008, foram entregues, na cidade de Barra, a d. Luiz Cappio, sete mil mudas de árvores nativas, plantadas às margens do Rio São Francisco pelos alunos da cidade. Em 2009, ainda na cidade de Barra, foram doadas a d. Luiz Cappio e ao então prefeito Arthur Silva, 15 mil mudas nativas também plantadas às margens do Velho Chico pelos alunos. Nesse mesmo ano, foi realizada uma excursão com 50 crianças carentes da região, filhas de trabalhadores rurais, que passaram um final de semana em Salvador, conheceram pontos culturais da cidade e tiveram a oportunidade de realizar o sonho de conhecer o mar.
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O grupo também realiza o plantio de mudas nativas nas margens do São Francisco. Mais de 50 mil árvores já foram plantadas na região graças ao trabalho do professor Wellington.
Em 2010 foram entregues, à Secretaria de Meio Ambiente da cidade de Santa Maria da Vitória, mais de 15 mil mudas de árvores frutíferas, que no futuro contribuirão para a economia local (na geração de renda), por meio da criação de cooperativas que beneficiarão a fruta (sucos, polpas, doces, licores e cocadas). Dentre as árvores, destaca-se o cajueiro, do qual se pode extrair a castanha (fonte de energia renovável), matéria-prima para a geração do biodiesel (projeto do governo federal).
Para 2011, além do plantio de mais 15 mil árvores (para a mata nativa e ciliar da bacia hidrográfica do Rio São Francisco nas cidades de Ibotirama e Xique-Xique), a meta principal é implantar o Projeto de Educação Ambiental e Coleta Seletiva nas instituições de ensino, empresas e comunidades. O objetivo é recolher resíduos, que serão geradores de recursos, e os valores provenientes da reciclagem serão destinados à manutenção das atividades de caráter socioambientais da ACSVC e do Viveiro São Francisco de Assis.
Qual a parte mais gratificante e a mais difícil nessa missão?
Ser reconhecido pelas crianças como o tio Velho Chico, o professor que defende a natureza. E a mais difícil é ainda precisar do apoio financeiro de minha família, esposa e minha mãe para tocar a vida pessoal. Mas sabemos que é uma questão de tempo.
Outra dificuldade é saber que alguns empresários fazem questão dos sacos de lixo, que precisamos utilizar para realizar a coleta nos restaurantes. Esta falta de consciência ambiental somada à usura dos centavos me deixa muito triste.
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Outra etapa fundamental do trabalho de Wellington é a educação ambiental em sala de aula. "A educação, em parceria com a ação, é uma ferramenta poderosa em busca de mudanças."
O que te inspira a continuar trabalhando nisso?
Constatar a alegria dos alunos em plantar as árvores nas margens do Rio e saber que este projeto acontece por causa da confiança e da participação dos alunos das escolas. Creio também que estou fazendo um trabalho social e ambiental, que no fim está evangelizando.
Qual o seu maior sonho?
Transformar a associação em uma entidade sólida financeiramente e ser uma referência de organização, honestidade e amor à natureza e a Deus.

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Abril Educação capta R$ 371 mi com ação a R$ 20

Papeis vão estrear no pregão da próxima terça-feira


Unidade do Colégio Anglo, em Osasco (SP)
O Credit Suisse atuou como o coordenador líder do IPO, junto com os bancos JPMorgan, Itaú BBA e Bradesco BBI
São Paulo – A Abril Educação captou 371,134 milhões de reais com a sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), mostra aviso ao mercado publicado nesta sexta-feira (22). O valor por unit (certificado de depósito de ação) ficou em 20 reais, abaixo do intervalo estimado pelos coordenadores da oferta (entre 21,75 reais e 26,75 reais).


Foram vendidas 18.556.702 units na operação primária. A oferta secundária, que estava condicionada à demanda para o lote suplementar, não foi realizada. O Credit Suisse atuou como o coordenador líder do IPO, junto com os bancos JPMorgan, Itaú BBA e Bradesco BBI.
Segundo a empresa, os recursos serão utilizados para aquisições, amortização de dívidas e abertura de novas escolas e melhoria das instalações atuais. Cada unit vendida pela Abril Educação representa uma ação ordinária e duas ações preferenciais.
Os papéis serão negociados no Nível 2 de Governança Corporativa com o código ABRE11 e irão estrear no pregão da próxima terça-feira (26).



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Instituições e lideranças elaboram diagnóstico sobre educação indígena no AM

O trabalho, que iniciou nesta semana, tem ainda o apoio do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena e da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (ALE-AM).
Manaus - Lideranças das populações indígenas, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) devem concluir um diagnóstico sobre a situação da educação escolar indígena nos municípios do Estado até o próximo dia 4. O trabalho, que iniciou nesta semana, tem ainda o apoio do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena e da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa (ALE-AM).

De acordo com o presidente da Comissão de Educação, deputado estadual Sidney Leite (DEM), o estudo conta com a participação de representantes das etnias Baniwa, Yanomami, Sateré Mawé, Kokama, Munduruku e Tukano. “Queremos ter indicadores relativos à qualificação de professores nos níveis fundamental, médio e superior, e referentes à merenda escolar e ao transporte de alunos em áreas indígenas. O levantamento será importante para apontar os gargalos, avanços e os diferentes perfis da educação escolar indígena”, explica.

Segundo o parlamentar, itens como merenda e transporte escolar podem variar conforme os aspectos culturais e as características geográficas de cada etnia, o que torna necessária a discussão de alternativas para a melhoria da infraestrutura disponível nos municípios. A apresentação do diagnóstico está marcada para o próximo dia 4, às 14h, na sede da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas.

Propostas para o Plano Nacional de Educação

Além do relatório sobre a educação escolar indígena, o trabalho realizado por lideranças e instituições têm o objetivo de construir propostas para o Novo Plano Nacional de Educação – PNE (PL-8.035/2010), em discussão na Câmara Federal. As sugestões de emendas para o projeto serão tema de audiência pública organizada pela Comissão de Educação para o próximo dia 8, na ALE-AM.

 “É importante propor emendas ao Projeto de Lei que especifiquem qual será o investimento de cada ente. A pesquisa e o resgate histórico para a implantação dos currículos bilíngues dependem de recursos, que viabilizariam, por exemplo, a contratação de equipes multidisciplinares para a criação de materiais pedagógicos adaptados conforme as línguas”, enfatiza Leite.

 Alternativa para obtenção de recursos

 Com o objetivo de fortalecer a educação escolar nas áreas indígenas, a Comissão de Educação da ALE-AM propôs à Seduc que o Conselho de Educação Escolar Indígena deixe de ser apenas consultivo e passe a ter um caráter normativo no Estado, conforme parecer aprovado pelo Conselho Nacional de Educação.

A proposta de alteração, que está sob análise jurídica, busca a legalização das escolas indígenas, que atualmente são classificadas como escolas rurais. “A medida também criaria novas oportunidades para a obtenção de recursos e daria legitimidade ao trabalho que o Estado vem fazendo há mais de 20 anos”, destacou Sidney Leite.

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Educação realiza fórum para discutir proposta de enfrentamento a violência


A Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT) prepara fórum para discutir medidas de enfrentamento da violência no entorno da escola e no ambiente escolar. A Coordenadoria de Projetos Educativos, ligada à Superintendência de Educação Básica (Sueb), da Seduc, será a promotora do evento previsto para a segunda quinzena de agosto.
A gerente de projetos educativos da Seduc, Gláucia Ribeiro, pontua que os atos de criminalidade possuem carater diversos,"não devem ser encarados de maneira unilateral". Além de professores e gestores da rede estadual de ensino, representantes do Ministério Público Estadual, da Defensoria Pública de Mato Grosso, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e de Segurança Pública, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), também serão convidados a participar do debate.
“Vamos fazer um mapeamento das situações de violência e ele subsidiará o direcionamento das ações que devem ser adotadas”, diz Gláucia. Ela ainda explica que após a sistematização desse trabalho será confeccionada uma cartilha para distribuição nas 724 unidades escolares do Estado
Glaucia informa que a Seduc trabalha intensivamente para ampliar o processo de aprendizagem. São ofertados mais de 30 projetos em parceria com instituições públicas e organizações não-governamentais e empresas privadas. “Nosso foco é sempre ampliar o processo de aprendizagem, mas os programas também funcionam como ferramentas estratégicas para o combate às ações de criminalidade”.
Sobre a criminalidade no ambiente escolar, a secretaria de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, analisa que “estamos observando, cada dia mais, que a violência desencadeada nas cidades está chegando nas escolas”. A professora lembrou ainda que como promotora da Educação, a Seduc já atua de forma preventiva com as crianças e jovens.
Programas como o Escola que Protege (EqP), Mais Educação, Escola Aberta, Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), a Rede Cidadã, o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), desenvolvidos em unidades escolares, por meio de parcerias com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, são exemplos de ações que auxiliam para preve

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Beneficiar 100 mil mulheres brasileiras em situação de vulnerabilidade


Beneficiar 100 mil mulheres brasileiras em situação de vulnerabilidade social e econômica, até 2014, é a meta do Programa Mulheres Mil, instituído nesta sexta-feira, 22, por meio de portaria do Ministério da Educação. O programa surgiu em 2007, em parceria da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC com instituições de ensino canadenses. Inicialmente, com projetos-piloto em 13 institutos federais de educação, ciência e tecnologia das regiões Norte e Nordeste. Desde então, cerca de 1,2 mil mulheres foram beneficiadas com cursos profissionalizantes em áreas como turismo e hospitalidade, gastronomia, artesanato, confecção e processamento de alimentos. Os resultados do projeto foram apresentados em março deste ano.


O programa Mulheres Mil faz parte das ações do programa Brasil Sem Miséria, articulado com a meta de erradicação da pobreza extrema, estabelecida pelo governo federal. “O Mulheres Mil beneficia uma parcela da população historicamente excluída do acesso à educação, que não teria acesso a cursos de qualificação profissional de qualidade”, lembra Patrícia Barcelos, diretora de integração da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

As primeiras turmas de capacitação devem ter as aulas iniciadas neste segundo semestre, após chamada pública para a seleção de 100 unidades de ensino vinculadas a institutos federais. Elas serão responsáveis pela extensão do programa a todo o país. Ainda este ano, serão investidos R$ 10 milhões no programa. Os recursos serão aplicados na implantação de escritórios de acesso — locais de acolhimento das beneficiárias — e laboratórios, aquisição de equipamentos e de material didático, entre outros itens.

A partir do próximo ano, serão lançados editais para a implantação do programa em mais unidades da rede federal. Também será criado um centro de referência, em Brasília, para o acompanhamento da expansão, promoção de cursos de capacitação de servidores da rede e de outras instituições, desenvolvimento de pesquisas e produção de material.

O Mulheres Mil foi instituído pela Portaria do MEC nº 1.015, do dia 21 último, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 22, seção 1, página 38. Mais informações na página eletrônica do programa.

MEC Assessoria de Imprensa

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