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Quatro filhotes de panda-vermelho nascem em zoo dos Estados Unidos

Fato ocorreu em unidades do zoo Smithsonian de Washington e Virginia.
Reprodução em cativeiro da espécie é comum nos EUA.

O Zoológico Nacional Smithsonian, que mantém duas unidades nos Estados Unidos, divulgou no último dia 21 de julho o nascimento de quatro filhotes de panda-vermelho (Ailurus fulgens).
De acordo com o zoo, dois filhotes do sexo feminino nasceram em 5 de junho de uma fêmea chamada "Lao Mei", abrigada em um instituto de pesquisas pertencente ao Smithsonian, em Front Royal, na Virginia.

Veterinária examina um dos filhotes de panda-vermelho nascidos no instituto pertencente ao Smithsonian, localizado na Virginia (Foto: Divulgação/Mehgan Murphy/Smithsonian's National Zoo)Veterinária examina um dos filhotes de panda-vermelho nascidos no instituto pertencente ao Smithsonian, localizado na Virginia (Foto: Divulgação/Mehgan Murphy/Smithsonian's National Zoo)
Duas semanas depois, no dia 17 de junho, foi a vez da fêmea de panda-vermelho de nome "Shama" dar à luz a outros dois filhotes na unidade de Washington. O sexo dos bebês não foi revelado.
Veterinários afirmaram que os quatro recém-nascidos estão ganhando peso e aparentam estar saudáveis. A exposição ao público desses animais está atualmente fechada. A previsão é que a partir de setembro a visitação poderá ser iniciada.
Segundo a administração do Smithsonian, desde 1962 já nasceram 100 filhotes de panda-vermelho em cativeiro somente nas instalações do zoo, nos EUA.
Um dos filhotes de panda-vermelho nascido nos Estados Unidos. De acordo com o zoológico Smithsonian, quatro filhotes da espécie nasceram em junho nas unidades de Washington e da Virginia (Foto: Divulgação/Mehgan Murphy/Smithsonian's National Zoo) 
Um dos filhotes de panda-vermelho que nasceu nos Estados Unidos. De acordo com o zoológico Smithsonian, quatro filhotes da espécie nasceram em junho nas unidades de Washington e da Virginia (Foto: Divulgação/Mehgan Murphy/Smithsonian's National Zoo)

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MT é responsável por 28% dos focos de queimadas registrados no país

Inpe registrou 1.777 focos de queimadas entre janeiro e julho, em MT.
No Brasil, foram verificadas 6.102 queimadas no mesmo período.

Queimada em Mato Grosso (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)Governo do estado decidiu ampliar o período de proibição de queimadas. (Foto: Guilherme Filho/Secom-MT)
As queimadas no estado de Mato Grosso já são responsáveis por 28% do número total de focos registrados no Brasil, neste ano. Dados dos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que das 6.102 queimadas identificadas no país, 1.777 ocorreram no estado, no período de 1º de janeiro a 21 de julho.

Apesar de o número estar abaixo do identificado no mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.852 focos de incêndio no território mato-grossense, a incidência poderá aumentar nos próximos dias devido à alta temperatura, baixa umidade do ar e ao alto índice de desmatamento. A avaliação é do professor e biólogo Romildo Gonçalves, do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O biólogo explica que as massas de ar quente e seco estão cada vez mais frequentes no país, o que estaria causando reflexos no estado, além das intempéries influenciarem diretamente na vegetação. “As condições climáticas, com a evolução do aquecimento global, têm reflexo direto no ecossistema e, em Mato Grosso, não será muito diferente neste ano em comparação com o último”, frisou o professor, em entrevista ao G1. Segundo ele, o período mais crítico para queimadas são os meses de agosto e setembro.
Arte - queimadas (Foto: Editoria de Arte/G1)
Enquanto em abril os satélites captaram 89 focos de queimadas em Mato Grosso, em maio foram 325. Em junho, o índice cresceu para 900 e, até o dia 21 de julho (quinta-feira), o estado já tinha acumulado 356 focos. Em outro aspecto, o professor considera motivo de preocupação a devastação na região da Amazônia Legal, em que o estado teve, por exemplo, 93,7 km² de florestas devastadas no mês de maio, sendo que em abril perdeu 405,5 km² de mata, segundo relatório do Inpe. Para Gonçalves, os dados reforçam o risco da ocorrência de mais queimadas neste ano do que em 2010. "Depois de tirar a mata, as pessoas colocam fogo para usar a área", frisa.
Parque Nacional
Em 2010, o fogo consumiu cerca de um terço do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, cobrindo Cuiabá de fumaça escura. A estimativa é que 11 mil hectares tenham sido consumidos no incêndio. Com um ecossistema que inclui de savanas a matas fechadas, o parque abriga sítios arqueológicos e cabeceiras de vários rios das bacias do Alto Paraguai e Amazônica. " O alerta neste ano vale para o Pantanal mato-grossense e o Parque Nacional do Xingu, que não registram incêndios há oito anos, mas podem sofrer alterações pela falta de infraestrutura e proteção ambiental", avaliou Romildo Gonçalves.
O Comitê de Gestão do Fogo de Mato Grosso informou que as cidades com maior número de alertas de incêndios são Tangará da Serra, Cláudia e Querência, localizadas na regiões norte e médio norte do estado. O tenente-coronel Dércio Santos, coordenador-geral adjunto do Comitê, declarou ao G1 que a meta é reduzir 65% da quantidade de focos de calor registrados em 2010 e retirar o estado da lista dos que mais queimam.
O coordenador disse ainda que o Corpo de Bombeiros está presente em 17 das 141 cidades mato-grossenses, com bases operacionais montadas com o objetivo de controlar o fogo. "Nós já reduzimos muito em relação ao último ano e estamos atuando com reforço e apoio das prefeituras dos municípios para o combate às queimadas. Porém, temos que avaliar que a estiagem e a baixa umidade são ameaças contanstantes, mas podemos mudar o quadro com a nossa conduta", pontuou o tenente-coronel.
Ele frisa que a questão da educação ambiental também é séria e que as pessoas devem contribuir para a diminução dos focos, deixando as práticas e a cultura de colocar fogo, por exemplo, em folhas secas ou nos quintais de casa. "Muitos incêndios registrados, senão a maioria, foram provocados pelo homem", afirma.
Quanto ao desmatamento, o coordenador admite que o índice registrado no território mato-grossense poderá colaborar para que a situação das queimadas se agrave, porém, considera que o governo do estado e a união têm realizado trabalhos intensivos com a finalidade de diminuir o número de áreas devastadas.
Investimento
O combate às queimadas deve custar mais de R$ 111,5 milhões durante o período proibitivo no estado, que este ano será de de 1º de julho a 15 de outubro, considerado o mais longo da história. Diante dos altos índices de focos de queimada, o pedido de antecipação e ampliação foi feito pelo secretário de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alexander Maia. Ao todo, o estado pretende contar com o trabalho de dois mil homens de todos os órgãos ambientais durante o período proibitivo.
O montante foi calculado com base no planejamento orçamentário do Governo do Estado, Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit) e Corpo de Bombeiros. O secretário Alexander Maia disse que o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) autorizou a liberação de R$ 13 milhões para a instalação de uma base de controle das ocorrências em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá.
A pretensão, de acordo com o secretário, é implantar quatro bases semelhantes a essa, porém, segundo ele, ainda não há recursos liberados para o projeto. O montante será gasto na compra de equipamentos para as equipes do Corpo de Bombeiros e da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema). Embora tenha sido contemplado com a verba, o governo do estado havia requisitado R$ 80 milhões para investir nas ações de combate e prevenção.
Além dessa verba, Maia afirmou que serão gastos R$ 5 milhões em campanhas publicitárias com a finalidade de tentar conscientizar a população sobre os riscos dos incêndios, assim como alertar sobre a penalidade aplicada ao responsável pelo crime ambiental. As multas variam entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por hectare para áreas abertas e de floresta, respectivamente.

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Tetos brancos reduzem a temperatura e retardam o aquecimento global

Segundo pesquisador Hashem Akbari, do Lawrence Berkeley National Laboratory, na California, cerca de 25% da superfície de uma cidade consiste de telhados, a monitoração de mais de 10 edifícios na Califórnia e na Flórida demonstra que o uso de tetos frios poupa, para os moradores e proprietários de imóveis, de 20 a 70% do uso anual de energia de resfriamento.

Estes produtos reduzem a transferência de calor para o interior, reduzindo custos com ar-condicionado, tetos brancos reduzem a temperatura, combatem o excesso de CO2 e retardam o aquecimento global, cada 100 m2 pintados compensam 10 t de emissão de CO2.
se em 20 anos todos os tetos forem pintados de branco, teremos o efeito de retirar metade dos carros que rodam em todo o mundo a cada ano deste programa, isso possibilitaria um atraso nos efeitos do aquecimento global.
Há uma campanha internacional para a utilização de materiais reflexivos na construção e reforma de tetos em regiões temperadas e tropicais.
A reflexão solar em pavimentos pode ser elevada 0,15, compensando 4 t de CO2 para cada 100 m2. até 2040, 70% da população mundial poderá viver nas cidades, cujas superfícies tem 60% de tetos e pavimentos.
Permanentemente aumentando a reflexão solar de tetos e pavimentos em todo o mundo, pode gerar uma compensação equivalente à emissão de 11 bilhões de carros por ano. Isto significa tirar das ruas cerca de 600 milhões de carros por 18 anos. Se somente os tetos tivessem suas cores escuras substituídas, pode-se conseguir uma compensação de 24 bilhões de toneladas de CO2.

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Google também investe em energia solar


Já que dominar a web não parece mais ser tão desafiador quanto antes, o Google continua firme em sua caminhada para a conquista do resto do mundo. E depois de investimentos em usinas eólicas e em servidores ecológicos resfriados pela água do mar, a bola da vez é a entrada da gigante da web em um projeto que poderá permitir que qualquer pessoa possa gerar sua própria energia elétrica a partir de painéis solares instalados em seu telhado.
Batizado de SolarCity, o negócio consiste em abrir linhas de crédito para que cidadãos e pequenos empresários (por enquanto apenas dos EUA) possa adquirir e manter painéis solares que serão instalados no telhado de suas casas ou empresas. A exemplo de qualquer financiamento, maiores valores pagos na entrada reduzem os valores das parcelas, que dependendo dos casos poderão representar “uma pequena porcentagem” das faturas das contas de energia elétrica.
Por ora o Google colocou a merreca (para seus padrões, lógico) de US$ 280 milhões no negócio, seu maior investimento em um único negócio de geração de energia limpa. Desde 2010 a empresa já investiu mais de US$ 680 milhões em variados projetos de geração de eletricidade, além de realizar seus próprios esforços no setor.
Veja o vídeo de apresentação da parceria

Vídeo do YouTube
Com informações Mashable

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Verd.in encurta URLs e planta árvores


Encurtador de URL é o que não falta hoje em dia. A maioria deles tenta ganhar público oferecendo os links mais curtos, as melhores estatísticas ou a maior integração com as redes sociais. Mas ficamos agora conhecendo o Verd.in, que adota abordagem completamente diferente.
O diferencial do Verd.in — que, como manda etiqueta da web  2.0, está em beta — se diferencia por ter um fim ecológico: para cada 1.000 URLs encurtadas o site promete a plantação de uma árvore.
No momento da redação desse post já haviam sido encurtadas 3933 URLs, e, portanto, três árvores já haviam sido plantadas. Mais 67 endereços encurtados garantirão uma nova árvore fazendo fotossíntese no nosso planeta.

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Chegou a hora de você conhecer o E-Cu


Um designer londrino, Patrick Hyland, é o pai dessa ideia de nome inusitado. O nome, aliás, vem da junção de “E”, de Environment (meio-ambiente em inglês) e “Cu”, que como todos sabem, nada mais é do que a abreviatura de Cuprum, o nosso bom e velho cobre, só que em latim.

O destaque do conceito E-Cu (além do nome) é que ele seria um celular que dispensa carregador. Bastaria deixar o E-Cu em algum lugar quentinho (como seu bolso, por exemplo) que, através da superfície termo-condutora de cobre e de um termogerador integrado ele se recarregaria automaticamente. Deixar o seu E-Cu sentadinho sobre um laptop fervente enquanto ele renderiza um vídeo também surtiria um ótimo efeito.
Segundo Hyland, carregadores indesejados produzem 51 mil toneladas de lixo (mas ele não diz em que período), fora os gases estufa gerados pela produção da eletricidade necessária para que eles sejam carregados.
Até o momento também não há nada que indique qualquer afiliação oficial do designer com a Nokia, ele possivelmente apenas usou a marca sem qualquer endosso da mesma. Só vamos torcer para que, caso a Nokia realmente resolva investir no produto, pelo menos o nome seja trocado por algo mais amigável em sua versão brasileira. Sei lá, E-Ass, por exemplo. ;)

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Concurso cultural: concorra a um par de ingressos para o SWU Brasil


Sustentabilidade não é um assunto muito rotineiro aqui no TB, mas é um tema com o qual nos preocupamos muito. É também o tema que embala o SWU, festival de música que acontece em outubro na cidade de Itu.

O festival vai reunir bandas e DJs consagradíssimos do cenário nacional e internacional, e agora você, nobre leitor tecnobloguiano, pode faturar um par de ingressos na faixa, totalmente di grátis, para comparecer ao SWU em um dia de sua escolha.
Para participar, capricha no bom humor e na criatividade, e responda a seguinte frase:
O que conseguimos fazer para nos divertir sem utilizar energia?
Você pode participar quantas vezes quiser, a melhor resposta será selecionada por nós (mua-ha-ha) e divulgada aqui no Tecnoblog sexta-feira que vem (03/09) às 17 horas. Mãos à obra!
Quer um exemplo de resposta? Aqui vai um bom:
Neste sábado (28) a organização do SWU promoverá um flashmob no parque do Ibirapuera aqui em São Paulo. A macacada irá se reunir para cantar e tocar a música “A minha alma” d’O Rappa. Todo mundo junto, naquela alegria e com o critério de não utilizar energia elétrica. Ou seja: nada de amplificador, microfone, sintetizador etc. O negócio será na base do gogó, várias panelas e violões desafinados.
Aliás, se você curtiu a ideia e também quer participar do flashmob, é só colocar o violão nas costas e aparecer por lá. O pessoal disponibilizou até a tablatura da música no site oficial do evento pra todo mundo aparecer preparado. Não sabe tocar nem campainha? Vai pra cantar! Não tem desculpa pra não ir.

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TERRAMÉRICA – Criatividade na crise japonesa

212 TERRAMÉRICA   Criatividade na crise japonesa
As decisões energéticas que forem tomadas após o desastre nuclear de Fukushima engendrarão uma nova corrente na história, afirma neste artigo o filósofo budista japonês Daisaku Ikeda.
Tóquio, Japão, 18 de julho de 2011 (Terramérica).- O espírito humano possui uma qualidade extraordinária: a capacidade de abrigar esperança mesmo na crise mais devastadora.
A demonstração deste potencial é a maneira como as pessoas estão respondendo à catástrofe sísmica que assolou o Japão em 11 de março deste ano. Após o terremoto e posterior tsunami, pessoas de todas as partes do mundo expressaram à população japonesa sua solidariedade, somando-se às tarefas de resgate e colaborando com incontável ajuda humanitária, tanto material quanto espiritual.
Nosso povo jamais esquecerá essa sentida reação. Em cada instante do longo processo de recuperação teremos presente nossa dívida de gratidão com as pessoas do mundo inteiro que manifestaram sua boa vontade. O historiador britânico Arnold J. Toynbee é conhecido, entre outras coisas, por sua teoria da relação entre o desafio e a resposta, segundo a qual uma civilização cresce e prospera quando consegue responder com êxito a desafios sucessivos. A luta diante de novos desafios continuará enquanto se desenvolver a história da humanidade.
O povo japonês deve buscar a forma de se levantar e superar os mais complexos problemas gerados por aquela catástrofe telúrica sem precedentes. Quanto maiores são os desafios, mais devemos manifestar o potencial para avançar e encontrar respostas criativas que contribuam para o caudal de sabedoria do gênero humano. Definitivamente, o sucesso desse processo tem suas raízes na fortaleza da comunidade humana.
Muitas pessoas sobreviveram espantosamente ao desastre graças à ajuda de seus vizinhos. Nos dias e semanas posteriores ao sinistro, quando não funcionavam os serviços básicos de comunicação, eletricidade, água e gás, foram as plataformas de vizinhos e os vínculos de apoio entre concidadãos que proporcionaram meios para subsistir. Conheço inúmeras vítimas que, apesar de perderem seus seres queridos, casas e meio de vida, dedicaram-se nobremente a ajudar outros e a trabalhar pela recuperação de sua terra, compartilhando o que possuíam e colocando toda sua energia na assistência aos demais.
Qualquer pessoa se sente invadida de emoção e admiração diante do esplendor dessa humanidade que brilha em momentos de crise. Vimos tais atos nos centros comunitários da rede budista Soka Gakkai, que abrimos nas regiões afetadas para abrigar as vítimas imediatamente após o terremoto. Apenas transcorrido o desastre, apesar de a rede viária que unia as áreas devastadas a Tóquio ficarem severamente interrompidas, nossos voluntários de Niigata, na costa noroeste, conseguiram chegar com elementos de ajuda buscando uma série de rotas alternativas.
Eles sofreram terremotos de grande magnitude em 2004 e 2007, por isso compreendiam a dor e as necessidades dos sobreviventes. Durante toda a noite prepararam provisões e elementos essenciais, como água, bolas de arroz e outros alimentos de emergência, geradores elétricos, combustível e banheiros portáteis, e conseguiram entregar tudo no menor tempo possível. Me contaram que foram levados pela gratidão à ajuda recebida na época dos terremotos em Niigata: “Foi tanta gente que nos ajudou que agora cabe a nós fazer tudo o que pudermos”.
O sofrimento provocado por um terremoto é atroz. Contudo, qualquer que tenha sido o lugar onde essas tragédias ocorreram – o terremoto de Sumatra em 2010, o maremoto no Oceano Índico de 2004, o tremor de terra em Sichuan, na China, em 2008, ou o do Haiti, em 2010 – sempre emergiu no terreno a solidariedade, a valentia e o altruísmo de cidadãos dispostos a agir em conjunto para ajudarem-se mutuamente. Naturalmente, as operações de assistência por parte das autoridades são indispensáveis nas tarefas de resgate e reconstrução.
No entanto, ao mesmo tempo, fica documentado que é a cooperação entre os integrantes de cada comunidade que pode oferecer uma mão salvadora aos que sofrem o impacto dos desastres e ficam submetidos a condições de extrema vulnerabilidade. A rede de cidadãos, que dia após dia interagem, cuidando-se e alimentando-se mutuamente, desempenha um papel fundamental na reconstrução. As associações comunitárias são imprescindíveis para se alcançar o tipo de segurança humana que nada pode quebrar, nem mesmo a calamidade mais extrema.
Nossa resposta aos trágicos desastres deve ser a de extrair um valor perene. Por um lado, isto significa que devemos refletir profundamente sobre o significado da felicidade autêntica. Ao mesmo tempo, devemos examinar nossa visão do futuro da humanidade, em especial a delicada questão da política energética. Assim como o desastre de Chernobyl, em 1986, chamou à reflexão, o colapso da central nuclear de Fukushima exerce um enorme impacto na opinião pública mundial.
Embora a opção que cada nação adotar seja diferente, não resta dúvidas de que as escolhas feitas engendrarão uma nova corrente na história, como a urgente transição para novas fontes renováveis de energia e o desenvolvimento de tecnologias mais eficientes que promovam a economia e preservem os recursos. A criação de uma sociedade sustentável exigirá um olhar capaz de pôr freio aos excessos da cobiça e de transformar sabiamente esses impulsos para propósitos mais elevados.
Espero que sejamos capazes de encontrar uma resposta que congregue toda a sabedoria humana para que possamos recuperar nossos meios de vida, nossa sociedade, nossa civilização e, como coroamento de tudo isso, possamos reconstruir o coração humano.

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Poluentes orgânicos estão associados a problemas neurológicos em crianças

A revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) divulgou, no dia 18 de julho, um estudo que afirma que níveis elevados de poluentes orgânicos persistentes (POPs) na placenta estão associados ao nascimento de crianças com problemas neurológicos graves.
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Leite materno será analisado.
Pesquisadores chineses analisaram os níveis de POPs em 80 placentas de fetos e bebês que nasceram com problemas no tubo neural – principal doença relacionada aos poluentes orgânicos, segundo o estudo. Ao comparar com 50 placentas de crianças saudáveis, foi detectado que a presença de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (um tipo de POP) aumenta em até 4,5 vezes o risco destes danos neurológicos.
Outro produto altamente tóxico encontrado na placenta de algumas mulheres grávidas foi o inseticida DDT, banido da China em 1983. A presença da substância comprova como é difícil eliminar do ambiente os POPs, após sua liberação, afirmaram os cientistas.
Acordo internacional
O Brasil e outros 151 países são signatários da Convenção de Estocolmo, tratado internacional elaborado para eliminar a produção e o uso de 12 POPs, apontou a diretora da organização não governamental Toxisphera, Zuleica Nycz.
Em 2010, outras nove substâncias foram adicionadas à lista da Convenção, porém não foram realizadas inspeções para garantir a não utilização dos POPs. “Normalmente, o governo proíbe alguns produtos, como o agrotóxico endosulfan, mas não realiza uma vigilância ativa, muito mais difícil, para verificar a emissão de POPs em incineradores de lixo, por exemplo”, frisou Zuleica.
A diretora da organização citou que há um projeto em andamento da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP-Fiocruz), que tem como objetivo analisar a presença dos POPs no leite materno.
POPs
Os POPS reúnem três características principais: após décadas de interrupção da produção permanecem no ambiente; são bioacumulativos (concentram-se rápido e são excretados devagar); e podem ser conduzidos por ventos ou correntes marítimas para regiões bem distantes de onde foram produzidos.

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Tubarão de 500 kg pula dentro de barco na África do Sul


Tubarão de 500 kg pula dentro de barco na África do Sul
Um tubarão branco de 500 kg e três metros de comprimento conseguiu pular dentro de um barco de pesquisa na África do Sul, na última segunda-feira.
O fato ocorreu enquanto pesquisadores da vida marinha trabalhavam na cidade costeira de Mossel Bay, no sudeste do país, em um projeto que visa identificar tubarões brancos e analisar as populações da espécie na África do Sul.

A especialista de campo Dorien Schroder e outros seis tripulantes atiravam sardinhas ao mar para atrair tubarões e, desta forma, fazer fotos de suas barbatanas dorsais para identificar cada um deles e estimar quantos tubarões vivem na baía da região.
'Geralmente, quando fazemos isto, um certo número de tubarões fica em volta do barco', disse à BBC Schroder, que faz pesquisas para a organização Oceans Research, como parte do Projeto Grande Tubarão Branco.
'Foi quando ouvi um barulho e, quando me virei, um grande tubarão branco estava no ar, logo acima de uma das minhas estagiárias.'
Schroder conta que, 'por sorte, a estagiária deu um passo em minha direção', e, devido a isso, o tubarão não caiu em cima dela.
'Mais tarde, ela me disse que pensou que eu saberia o que fazer, e por isso foi na minha direção.'
Tubarão dentro de barco de pesquisa (Foto: Oceans Research)
A pesquisadora agarrou a estagiária pela camiseta e a levou até outra parte do barco.
O tubarão, por sua vez, caiu e inicialmente ficou com metade do corpo dentro do barco. Mas, segundo Schroder, 'devido ao fato de os tubarões apenas de moverem para frente, ele entrou totalmente no barco'.
'E, claro, ele estava em pânico, não pensou que cairia no barco, (o tubarão) pensou que cairia na água. Então ele ficou se debatendo', disse.
'Todos os estagiários foram para outra parte do barco e nós esperamos o tubarão se acalmar para fazermos alguma coisa', afirmou.
No entanto, devido ao peso do tubarão, Dorien e os estagiários tiveram de pedir ajuda para tirá-lo do barco. Pelo rádio, a pesquisadora chamou outros dois cientistas da Oceans Research que estavam em terra, e um dos diretores da organização, Ryan Johnson, foi para o local.
'Nós recebemos um pedido de socorro pelo rádio, da Dorien, fomos até lá e, em quatro pessoas, esperávamos tirar o tubarão (do barco). Mas, quando chegamos lá e vimos a situação, percebemos que não ia ser assim: ele tinha três metros e 500 kg e queria morder', disse Johnson à BBC.
'Depois de algumas tentativas de jogar ele de volta ao mar, entramos em contato com as autoridades portuárias e pedimos ajuda (para tirar o tubarão do barco).'
O cientista afirma que deve ter sido uma 'experiência incrivelmente estressante para o tubarão' e diz que os cientistas tentaram jogar água no tubarão durante todo o tempo.
Segundo Johnson, depois de conseguir mais ajuda junto a um barco de pesca, o tubarão foi retirado do barco pela cauda, pendurado em cordas.
Tubarão recebe ajuda de pesquisador (Foto: Oceans Research)
O diretor da Ocean Research diz que o tubarão estava desorientado e estressado devido à experiência dentro do barco.
'Devido ao estresse que ele passou, ele nadou pela baía, que era um lugar estranho para ele), e em direção à praia', afirma Johnson.
Os cientistas foram então para a água, a fim de tentar ajudar o tubarão a sair da praia. Depois de algumas tentativas sem sucesso, eles decidiram amarrar o animal em um dos barcos e levá-lo ao mar, onde ele foi solto.
Schroder disse à BBC que, depois do encontro com o grande tubarão, o barco já está de volta à água.
'Algumas coisas se quebraram, a fibra de vidro se rompeu quando o tubarão caiu lá, mas consertamos no mesmo dia e ele (o barco) já voltou para a água', disse

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Cientista se arrisca para colher amostra de lava

Cientista se arrisca para colher amostra de lava
O programa Journey to the Centre of the Planet, transmitido pela BBC1 na Grã-Bretanha, mostrou imagens de um cientista que, para coletar amostras de lava, chega muito perto da cratera.

A roupa especial que o cientista usa dá proteção contra o excesso de calor no lugar, mas não resistiria no caso dele ser atingido diretamente pela lava.
Seu colega, o cientista Dario Tedesco, da Universidade de Nápoles, na Itália, tenta alertá-lo do perigo.
A cratera se torna mais ativa, a lava escorre pelas bordas e o material incandescente alcança em pouco tempo o local onde estava o cientista.

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Organização ambiental descobre população de gibão ameaçado no Vietnã


Organização ambiental descobre população de gibão ameaçado no Vietnã
"Foto: Terry Whittaker"
A organização ambiental Conservation International descobriu, em um parque nacional do Vietnã, a maior população conhecida de uma espécie de gibão ameaçada de extinção.
Usando uma técnica que consiste em usar o som produzido pela espécie, a entidade confirmou a existência de 455 animais no Parque Nacional de Pu Mat.

Este grupo de espécimes do Nomascus leucogenys representa mais de dois terços da quantidade total de gibões no Vietnã, e é a única população viável desta espécie que ainda resta no mundo, segundo a Conservation International.
'Historicamente, esta espécie de gibão era distribuída pela China, Vietnã e Laos. Acreditava-se que este primata muito ameaçado estava funcionalmente extinto na China, e a situação da espécie é desconhecida no Laos, devido à falta de pesquisa, apesar de números significativos ainda persistirem', informou a organização em um comunicado.
'Esta é uma descoberta extraordinariamente significativa e destaca a imensa importância das áreas protegidas para fornecer os últimos refúgios para a vida selvagem da região', afirmou Russell Mittermeier, presidente da Conservation International, lembrando que esta espécie de gibão está muito próxima da extinção.
Populações menores
Os trabalhos realizados pela entidade nos últimos três anos, pesquisando a espécie no norte e no centro do Vietnã, não tinham apresentado grandes resultados, descobrindo apenas populações menores.
Em 2010, a área da pesquisa foi mudada para o Parque Nacional de Pu Mat, onde a organização e os funcionários do parque, com o apoio de outras entidades de defesa ambiental, usaram a técnica de amostras auditivas para pesquisar a área.
Os gibões encontrados são primatas territoriais e comunicam a outros os limites das fronteiras de seus territórios por meio de vocalizações altas, prolongadas e elaboradas.
Ao gravar estes sons, os cientistas reuniram dados sobre os grupos de gibões na área pesquisada e usaram estes dados para determinar os números dos grupos em todo o parque.
A população em questão foi descoberta em uma floresta densa e remota, em altitudes maiores na fronteira entre o Vietnã e o Laos, onde ela viveu isolada das populações humanas.
Risco
A Conservation International afirma que a população de gibões encontrada agora pode estar em risco devido aos projetos de desenvolvimento e de construção de rodovias na região.
'Estas estradas, que visam aumentar as patrulhas na fronteira entre o Vietnã e Laos, vão passar diretamente pelo habitat do gibão', informou a entidade.
'Isto pode levar a efeitos catastróficos nesta população, pois as estradas vão fragmentar o habitat e dar acesso para atividades prejudiciais e ilegais como caça e desmatamento', diz o comunicado da organização.
'Não acreditamos que podemos parar as estradas, então a melhor solução é uma proteção de áreas importantes para esta população de gibões', disse o consultor da Conservation International Luu Tuong Bach, que liderou as pesquisas de campo.
'A grande questão será a caça destes gibões, que antes eram protegidos pelo terreno remoto (onde vivem), então o controle de armas será vital. Sem proteção direta no Parque Nacional de Pu Mat, é provável que o Vietnã perca esta espécie em um futuro próximo', afirma o cientista.
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Inspirados na natureza

Quase 200 anos depois da descoberta da morfina – que foi isolada pela primeira vez em 1804 pelo farmacêutico alemão Friedrich Wilhelm Adam Serturner da Papaver somniferum – a indústria farmacêutica descobriu na toxina do caramujo marinho Conus magnum um peptídeo que, com apenas algumas modificações estruturais, tornou-se mais potente que o analgésico e alguns de seus derivados utilizados para aliviar dores crônicas.


Aprovado em 2004 pela Food and Drug Administration (FDA) – a agência regulatória de alimentos e fármacos dos Estados Unidos – e lançado sob a marca Prialt, a versão sintética do princípio ativo do molusco marinho é um exemplo ilustrativo de como a biodiversidade continua sendo uma fonte inesgotável de novas arquiteturas moleculares para o desenvolvimento de novas drogas e produtos cosméticos e agroquímicos.

A avaliação foi feita pela professora do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro da coordenação do programa BIOTA-FAPESP, Vanderlan da Silva Bolzani, na palestra que proferiu no quarto encontro do Ciclo de Conferências do Ano Internacional da Química 2011 sobre “Biodiversidade & Química”, realizado em 19 de julho, no auditório da FAPESP.

De acordo com Bolzani, nos últimos 15 anos, com o advento da era pós-genômica, começou-se a especular que os produtos naturais deixariam de exercer o interesse da indústria farmacêutica, devido ao fato de o setor passar a contar com novas técnicas para o desenvolvimento de drogas. Porém, o vaticínio não se cumpriu e os produtos naturais continuam despontando como fontes de ideias em função de fornecerem modelos inéditos de estruturas químicas para o desenvolvimento de novas substâncias bioativas.

“A maioria das novas entidades moleculares existentes hoje é derivada ou inspirada completamente em produtos naturais. Os ambientes terrestre e marinho continuam sendo fontes inesgotáveis de estruturas químicas”, disse.

Para referendar essa constatação, de acordo com um recente levantamento internacional, dos 847 fármacos de baixo peso molecular (micromoléculas) lançados no mercado entre 1981 e 2006, 43 eram produtos naturais, 232 produzidos por hemissíntese (parte de sua estrutura é derivada da natureza e a outra parte desenvolvida em laboratório) a partir de produtos naturais e 572 obtidos por síntese total, dos quais 262 eram inspirados em produtos naturais ou poderiam ser considerados análogos de produtos naturais.

Um deles é a nitisinona – um composto ativo descoberto por farmacêuticos suíços da planta Callistemon citrinus L. Myrtaceae, que está sendo usado para o tratamento de um raro distúrbio metabólico chamado tirosinemia hereditária tipo 1.

Lançado no mercado em 2002 sob a marca Orfadin, o medicamento também é bastante exemplar de como o Brasil perde oportunidade de explorar sua rica biodiversidade para o desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos, cosméticos e agroquímicos, apontou Bolzani.

“Com a quantidade de mirtáceas que nós temos na nossa biodiversidade seria possível o Brasil desenvolver muitos medicamentos como esse. Nós teríamos uma riqueza enorme se tivéssemos no país um ambiente favorável não só à pesquisa básica, como para o desenvolvimento e melhores marcos regulatórios”, afirmou.

Obstáculos

A opinião da pesquisadora foi compartilhada pelo professor titular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do programa BIOTA-FAPESP, Carlos Alfredo Joly.

Na avaliação dele, a legislação brasileira é o maior obstáculo hoje para o aproveitamento econômico dos estudos e o desenvolvimento no país da química de produtos naturais.

“Apesar da nossa riqueza em biodiversidade, o Brasil produz pouquíssimos novos fármacos. Uma parte desse problema é estrutural e a outra da legislação que regulamenta o acesso aos recursos genéticos no país, que é uma medida provisória que está em vigor há 11 anos e tem uma série de exigências que tornam um martírio o processo de obtenção de licença e de todas as autorizações para se trabalhar na identificação de novas moléculas”, afirmou.

De acordo com o pesquisador, esse entrave ao desenvolvimento da área de química de produtos naturais representado pela legislação foi uma das razões pelas quais aceitou o convite para assumir no início deste ano a diretoria do Departamento de Políticas e Programas Temáticos (DPPT) da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Desde que assumiu o cargo, o pesquisador diz que está empenhado na elaboração de uma legislação que regulamente o acesso aos recursos genéticos no Brasil que já incorpore as resoluções do Protocolo de Nagoya. Aprovado durante a 10ª Conferência das Partes (COP-10) da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada em outubro de 2010, no Japão, o protocolo estabelece a repartição de benefícios dos recursos genéticos provenientes da biodiversidade dos países.

“A convenção era muito tênue e o protocolo é muito mais incisivo no aspecto de dar proteção aos países detentores de biodiversidade. Com uma nova legislação brasileira sobre o acesso aos recursos genéticos baseada no Protocolo de Nagoya, se espera dar condições para a realização no Brasil de pesquisas que resultem na ampliação da possibilidade de utilização da nossa biodiversidade”, avaliou.

Segundo Joly, a transformação de recursos da biodiversidade em valor também é um dos objetivos do programa BIOTA-FAPESP, que desde que foi iniciado, em 1999, vem inventariando sistematicamente a biodiversidade do Estado de São Paulo.

Para aumentar a possibilidade de se conseguir transformar o potencial econômico de recursos da biodiversidade paulista em algo concreto, o programa ampliará a área de bioprospecção, principalmente da biodiversidade marinha.

“Nós não estamos mais só olhando no BIOTA-FAPESP a parte de bioprospecção de plantas e vertebrados terrestres, mas também estudando, principalmente, algas e invertebrados marinhos. Essa é uma área nova extremamente promissora que se tem trabalhado com sucesso no mundo inteiro e que nós precisamos ampliar”, disse.

Próximo evento

O próximo Ciclo de Conferências do Ano Internacional da Química 2011, com o tema “A química doce, amarga e perfumada”, será realizado no dia 3 de agosto, a partir das 13h30, no auditório da FAPESP.

Promovido pela Sociedade Brasileira de Química (SBQ) em parceria com a revista Pesquisa FAPESP, o evento integra as comemorações oficiais do Ano Internacional da Química, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac, na sigla em inglês).

O ciclo é coordenado por Vanderlan da Silva Bolzani, professora do Instituto de Química de Araraquara da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e membro do comitê nacional de atividades do AIQ-2011 da SBQ, e por Mariluce Moura, diretora de redação da revista Pesquisa FAPESP.

Mais informações: www.fapesp.br/eventos/aiq

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Petrobras construirá centro de visitação em parque nacional

Um acordo firmado entre Petrobras, com a Procuradoria Geral da República em Macaé com o Núcleo Interdisciplinar em Ecologia e Desenvolvimento Sócio-Ambiental de Macaé – NUPEM/UFRJ estabelece a criação de um Centro de Visitantes do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, localizado no litoral fluminense.

O projeto, assinado no dia 29 de junho, está em fase final de detalhamento e foi elaborado pelos arquitetos da Petrobras, em parceria com os técnicos do Parna Restinga de Jurubatiba. Seguindo as diretrizes estabelecidas no Plano de Manejo da Unidade de Conservação (UC), será utilizado materiais ecológicos e sustentável na construção do Centro de Visitação.

A Petrobras arcará com todas as fases da estruturação do parque no município de Macaé, com investimento que ultrapassa R$ 4 milhões. Com entrega está prevista para abril de 2013, o complexo turístico incluirá um Centro de Visitantes com área administrativa, auditório para 70 pessoas, lanchonetes, loja de souvenires, hall de exposições, guarita de vigilância, vestiários e sala para brigadista e guarda ambiental, além de garagem para carros e barcos da UC, torre de observação de incêndios, ciclovia, estacionamento, quiosques e ambulatório.

Haverá também a sinalização interna do Núcleo de Visitação e a construção de uma estação de tratamento de água e uma estação de tratamento de efluentes.

O Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba é Unidade de Conservação inserida em áreas dos municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã. Inicialmente, a administração e manutenção do Núcleo de Visitação do Parque Jurubatiba será realizada pelo ICMBio com a parceria da Prefeitura Municipal de Macaé, contudo a intenção é que o Núcleo seja incluído em processos para concessões de serviços de uso público e turismo, conforme diretriz da DIREP e do Instituto Chico Mendes.

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INPA avalia impactos do clima em espécies amazônicas


Equipamentos responsáveis pela produção das condições ambientais nos microcosmos. Crédito: LEEM/INPA.
Com as condições atuais do ambiente e do clima torna-se complicado saber como as espécies aquáticas e insetos da Amazônia irão reagir aos quadros de alterações futuras previstas pelo IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima para o ano de 2100. No entanto, este cenário poderá ser diferente no futuro. O INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, prevendo a necessidade de informações a respeito da adaptabilidade de espécies nos próximos anos, tem montado estruturas chamadas “microcosmos”, dispostas em quatro salas distintas, para avaliar os impactos das mudanças do clima sobre os organismos amazônicos e suas respectivas capacidades de adaptação. 

Cada microcosmo ficará em uma sala com 25 m³ cada e terá um cenário climático específico, que vai desde as condições que se tem na Floresta Amazônica atualmente, até os três cenários climáticos previstos pelo IPCC para o ano de 2100: brando, intermediário e drástico. “Nos microcosmos teremos aquários com cerca de seis a dez espécies de peixes ornamentais e pelo menos uma espécie comercial, com aproximadamente 30 indivíduos de cada. Além disso, teremos umas duas espécies de plantas aquáticas e de insetos e três de microorganismos”, explica Adalberto Luis Val, diretor do INPA.

O projeto faz parte do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT Adapta e está em fase de testes, o que deve durar mais 15 dias. Nesse período, todos os equipamentos que manterão as condições atmosféricas dos microcosmos terão sua capacidade avaliada para, posteriormente, começar o período de incubação das espécies. “Vamos acompanhar durante um ano como esses organismos respodem a esses cenários climáticos, a fim de saber qual de fato será o impacto do clima sobre eles”.

De acordo com Val, este estudo poderá gerar importantes dados a respeito do tema. “Até agora, não temos informações seguras sobre a adaptabilidade das espécies amazônicas para as mudanças ambientais. O que temos são modelos matemáticos de comportamento da atmosfera”, diz. O diretor do INPA também esclarece que o projeto pode revelar a possibilidade de essas espécies serem capazes de se adaptar às alterações ambientais por terem informações em seu genoma que remetem ao período de seu surgimento na Terra (com atmosfera rica em CO2 e altas temperaturas). 

O INCT Adapta tem financiamento do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas. Ao todo, 70 profissionais atuarão no projeto, que conta com 20 laboratórios.

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Amazônia Legal soma 99 km² de área desmatada em junho



crédito: Imazon

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) acaba de divulgar o boletim Transparência Florestal do mês de junho que avalia a degradação ambiental e o desmatamento realizados na Amazônia Legal durante o período. Conforme dados do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD),
a supressão total de floresta com exposição de solo chegou a 99 km² na região. Desse total mensal, 45% ocorreu no Pará, seguido por Mato Grosso (25%), Amazonas (20%) e Rondônia (10%). Embora o valor ainda seja alto e preocupante, representa uma diminuição de 42% em relação ao desmatamento detectado em junho de 2010 (172 km²).

Por outro lado, os valores do desmatamento, acumulado no período de agosto de 2010 a junho de 2011 somam 1.534 km², o que equivale a um aumento de 15% em relação ao período anterior (2009-2010). No ranking do desmatamento acumulado, em termos absolutos, o Mato Grosso lidera com 582 km², seguido por Pará com 384 km², Rondônia com 322 km² e por último o Amazonas com 174 km².

crédito: Imazon
Em relação à área de florestas degradadas na Amazônia Legal, no mês de junho, o boletim revela o total de 193 km². Por florestas degradadas entendem-se aquelas intensamente exploradas pela atividade madeireira e/ou queimadas. Novamente, o Mato Grosso aparece como líder do ranking, com 44% seguido pelo Pará (28%), Rondônia (21%), Amazonas (6%), e Acre (1%).


crédito: Imazon
Quando passamos para os valores acumulados no período 2010-2011, os dados tornam-se ainda mais alarmantes, já que o total chegou a 6.274 km² de degradação, o que representa um aumento de nada menos do que 266% em relação ao período anterior.

O boletim analisa ainda o carbono florestal afetado pelo desmatamento. Os dados totais mensais, referentes a junho, revelam que 6,6 milhões de toneladas de C02 equivalentes foram comprometidas, 39% a menos que no mesmo mês em 2010. No acumulado do período (2010-2011) o desmatamento comprometeu 90,5 milhões de toneladas de C02 equivalentes, um aumento de 3,8% em relação ao momento anterior (agosto de 2009 a junho de 2010).

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Imposto verde ganha mais qualidade



crédito: Greenpeace/Daniel Beltra
Depois de 9 anos de vigência da lei do ICMS Ecológico em Mato Grosso, o estado finalmente começou a considerar critérios qualitativos para efetuar o repasse de recursos financeiros aos municípios que abrigam unidades de conservação e terras indígenas. Em 2011, o número de focos de calor nas áreas protegidas influenciará o cálculo do imposto. Isso vai evitar que municípios indiferentes à qualidade ambiental de suas áreas continuem arrecadando milhões apenas pela existência dessas zonas.

Este é o caso de Alto Boa Vista, um dos recordistas de arrecadação do ICMS Ecológico em Mato Grosso graças à Terra Indígena Marãiwatsédé, que o próprio governo de Mato Grosso tenta extinguir, apesar da engorda que essa área representa aos cofres públicos. Esse território xavante foi responsável pelo repasse de 1,97 milhão de reais só no ano passado, que entraram limpos na conta da prefeitura municipal, embora a terra indígena tenha mais de 85% de área devastada. Segundo dados da Secretaria do Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA), em 2010 foram mais de 53 milhões de reais repassados aos 88 municípios compensados por suas áreas protegidas.

De acordo com a Coordenação de Unidades de Conservação da SEMA, a ideia é estabelecer diferentes critérios com a ajuda de órgãos como o IBAMA, o ICMBio, a Associação Mato-grossense de Municípios e organizações da sociedade civil, numa Câmara Técnica do ICMS Ecológico que deve ser formada até setembro deste ano. Desta forma, o estado passará a premiar os municípios que investirem na solução de conflitos e na diminuição das pressões socioambientais, em vez de apenas compensar passivamente quem cria áreas protegidas, sem se preocupar com o status de sua manutenção ou o bem estar de quem vive nesses locais.

Hoje, pela lei 73/2000, que criou o ICMS Ecológico em Mato Grosso, os municípios que têm terras indígenas não são obrigados a aplicar os recursos junto a essas populações, mas o estado incentiva parcerias com as comunidades para ações de desenvolvimento sustentável. Agora, as prefeituras ganharam um motivo a mais para cuidarem melhor das suas áreas protegidas.

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Cresce o número de países que usam energia eólica no mundo

Os dois últimos estudos da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês) afirmam o crescimento do uso de energia eólica no mundo. Os trabalhos, que avaliaram os anos de 2010 e o primeiro semestre de 2011, revelam que, ao todo, 86 países já utilizam essa fonte renovável para a produção de energia elétrica. Entre eles, destaca-se a China, que se tornou o país com maior capacidade instalada, acrescentando 18.928 Megawatt (MW) em sua matriz, em um ano, bem como o centro da indústria eólica internacional.


Somando todas as turbinas eólicas que foram instaladas até o final de 2010, tem-se a capacidade mundial de gerar 430 Terawatt-hora (TWh) anuais, mais que o total da demanda de eletricidade do Reino Unido, sexta economia do mundo. “Esse aumento da participação da eólica no mundo está relacionado a diversos fatores. Entre eles está a necessidade de os países poderem contar com uma fonte de energia segura. Além disso, o seu custo de instalação está diminuindo e ela é livre de emissão de CO2 e outros gases poluentes, além dos menores impactos sobre o meio ambiente”, afirma Stefan Gsänger, secretário geral da WWEA.

No Brasil, dados da Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica mostram que em maio deste ano o país atingiu pela primeira vez 1 gigawatt-hora (GWh) de energia eólica e sua capacidade instalada só vem crescendo nos útlimos anos. Atualmente, os ventos estão produzindo 1,073 GWh, potencial que pode abastecer uma cidade de 1,5 milhão de habitantes, e a eólica já corresponde a 1% da matriz energética brasileira.

Um dos destaques nacionais na produção de energia a partir dos ventos, este ano, foi os Parques Eólicos de Osório, no Rio Grande do Sul. O forte vento Sul que soprou na região, no mês de junho, porporcionou o recorde histórico de produção de energia nos Parques, desde a sua entrada em operação em janeiro de 2007. Foram gerados 3560 MWh e das 24 horas do dia, 98,9% do tempo a usina esteve em produção máxima.

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A corrida maluca para o verde se acelera

A cada nova ida ao supermercado, à loja de material de construção ou mesmo nos intervalos da programação da TV e nas revistas, deparamo-nos com cada vez mais produtos se dizendo "eco", "verde", "amigo do meio ambiente", "que preserva a natureza".

A lista é extensa, mas, infelizmente, constatamos que a grande maioria ainda é "maquiagem verde". Sinais de que a corrida maluca para o verde - isto é, distorções dos conceitos para se fazer parecer sustentável sem ser - cresce a cada dia.

Recente pesquisa sobre tendências para o consumo consciente, realizada pelo Monitor de Responsabilidade Social Corporativa 2009, publicada na edição deste mês da revista Ideia Socioambiental,indica que apenas 8,2% do consumidores se caracterizam como retaliadores, ou seja, deixam de comprar produtos e ainda criticam a empresa para terceiros, disseminando informações negativas.

Há mais um argumento para a empresa não mudar e acelerar ainda mais a corrida maluca para o verde. No Brasil, ainda não existem números sobre maquiagem verde, mas na Austrália, recente levantamento, identificou que 98% dos produtos oferecidos como verde são "maquiados".

Temos a população do planeta mais preocupada com as mudanças climáticas e disposta a até pagar mais caro por produtos e serviços que possam contribuir para um mundo melhor. Algumas empresas sabendo disso têm exagerado em sua comunicação e cometido erros que poderiam ser

classificados como propaganda enganosa ou mesmo falsidade ideológica.

Esses comportamentos têm causado mais ceticismo e desconfiança no consumidor e dificultado o posicionamento de ações consistentes em sustentabilidade. Por falta de opção e informação correta, os consumidores brasileiros continuam levando para casa produtos que podem prejudicar a saíde de suas famílias propagandeados como "mais sustentáveis" porque têm rótulos e embalagens recicladas.

A falta de uma legislação adequada que proteja o interesse do consumidor tem feito com que seja possível se anunciar pão-de-queijo que não contém queijo, produtos como ecológicos que agridem a natureza e se estimular o uso de água sanitária como mais sustentável só porque sua embalagem é feita de material reciclado.

É interessante perceber que existem empresas multinacionais fazendo isso em nosso País, mas que não se atreveriam a fazê-lo nos EUA onde poderiam estar sujeitas a multas milionárias pela Federal Trade Commission.


Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX, que desenvolve, de forma integrada, o conceito de sustentabilidade ajudando as corporações a terem seus negócios mais competitivos e sustentáveis, identificando para os consumidores produtos e serviços sustentáveis e desenvolvendo projetos de sustentabilidade para empreendimentos imobiliários.

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A importância dos selos verdes

De acordo com o levantamento 2009 Green Brands Global Survey,  73% dos brasileiros planejam aumentar seus gastos com produtos e serviços verdes e 28% deles (e apenas 8% dos britânicos) estão dispostos a gastar até 30% a mais em produtos e serviços verdes. Outra pesquisa identificou que 48% estariam dispostos a gastar 10% a mais para comprar produtos verdes.
 Todas as pesquisas, ao final, indicam que os consumidores estão ávidos pelo tema e manifestam grande interesse de compra por produtos que contribuam para seus bolsos e para um mundo melhor. E por que o mercado de produtos sustentáveis ainda não disparou?
 Na cabeça dos consumidores ainda existem barreiras para a aquisição de produtos sustentáveis, como dúvidas sobre a reputação e qualidade dos produtos e serviços verdes, além do desconhecimento dos critérios que caracterizariam os produtos como sustentáveis.
 Uma maneira de as empresas começarem um processo de inovação via sustentabilidade é por meio da busca pela certificação de seus produtos e serviços. Os chamados selos verdes normalmente estabelecem exigências que promovem a diferenciação e a fácil identificação por parte dos consumidores.
Em meio a tantas informações e, muitas vezes, desinformação movida pela maquiagem verde, os selos e atestados são a garantia de que o produto passou por avaliações e está em conformidade com critérios e normas nacionais e internacionais. Contudo, deve-se estar  alerta para os “pseudos” selos, sem consistência, apenas informativos e classificatórios que não avaliam as condições de  salubridade, qualidade e desempenho e responsabilidade social e ambiental, entre outros itens.
 Pesquisa da Accenture, Mudanças Climáticas para os Consumidores Finais, também aponta a preferência do consumidor por produtos e serviços sustentáveis, revelando que  98% dos brasileiros alegam que trocariam de fornecedor se um produto fosse certificado, com o objetivo de impactar menos as mudanças climáticas, ante 90% no mundo. Cabe o alerta de que a maioria das empresas ainda não percebeu como o conceito de sustentabilidade aplicado em sua gestão estratégica pode estimular a inovação e a diferenciação competitiva. Os consumidores não reconhecerão  empresas sustentáveis se seus  produtos não forem sustentáveis.
*Newton Figueiredo é fundador e presidente do Grupo SustentaX, que desenvolve, de forma integrada, o conceito de sustentabilidade ajudando as corporações a terem seus negócios mais competitivos e sustentáveis, identificando para os consumidores produtos e serviços sustentáveis e desenvolvendo projetos de sustentabilidade para empreendimentos imobiliários.

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