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Aston Martin lançará celulares de luxo

Acessório é fruto de união com empresa canadense e pode se conectar até com air bag do carro

Ícaro Bedani - fotos: divulgação


Aston Martin e Mobiado lançam celular CPT002

Não adianta negar. Você sempre quis ter algum daqueles acessórios do James Bond ou um daqueles carros perfeitos, talvez uma daquelas namoradas. Sempre impecável, o agente britânico estava constantemente cercado de muito luxo, principalmente a bordo de seus Aston Martin. Agora, a marca de mesma nacionalidade de Bond fechou uma parceria com a Mobiado, uma fabricante canadense de celulares de luxo.

O primeiro modelo fabricado após a união das marcas foi chamado de CPT002. Baseado na chave de cristal utilizada para “acordar” o motor dos carros da Aston Martin (chamada pela marca de “Emotional Control Unit” ou unidade de controle emocional), o novo aparelho é capaz de se conectar com GPS, serve como controle remoto e pode mandar informações para o air bag do veículo pilotado e num momento de batida, o aparelho informa às bolsas infláveis a força e velocidade que devem se desprender de seu compartimento.

A parte de luxo fica por conta da placa de safira e platina utilizada no aparelho. Ainda não há uma data definida para a venda dos aparelhos, mas existem especulações que o celular da Aston Martin deva chegar aos mercados em maio, por um preço que também não foi divulgado.

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Aston Martin lançará celulares de luxo

Acessório é fruto de união com empresa canadense e pode se conectar até com air bag do carro

Ícaro Bedani - fotos: divulgação


Aston Martin e Mobiado lançam celular CPT002

Não adianta negar. Você sempre quis ter algum daqueles acessórios do James Bond ou um daqueles carros perfeitos, talvez uma daquelas namoradas. Sempre impecável, o agente britânico estava constantemente cercado de muito luxo, principalmente a bordo de seus Aston Martin. Agora, a marca de mesma nacionalidade de Bond fechou uma parceria com a Mobiado, uma fabricante canadense de celulares de luxo.

O primeiro modelo fabricado após a união das marcas foi chamado de CPT002. Baseado na chave de cristal utilizada para “acordar” o motor dos carros da Aston Martin (chamada pela marca de “Emotional Control Unit” ou unidade de controle emocional), o novo aparelho é capaz de se conectar com GPS, serve como controle remoto e pode mandar informações para o air bag do veículo pilotado e num momento de batida, o aparelho informa às bolsas infláveis a força e velocidade que devem se desprender de seu compartimento.

A parte de luxo fica por conta da placa de safira e platina utilizada no aparelho. Ainda não há uma data definida para a venda dos aparelhos, mas existem especulações que o celular da Aston Martin deva chegar aos mercados em maio, por um preço que também não foi divulgado.

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Aston Martin Virage tem fotos oficiais divulgadas

Superesportivo ocupará espaço entre DBS e DB9

Motor Dream

Aston Martin Virage tem fotos oficiais divulgadas

A Aston Martin divulgou as fotos oficiais do Virage Volante, versão conversível do grand tourer Virage, apresentado no último Salão de Genebra. O modelo tem a proposta de combinar performance e luxo, conforto e refinamento. Assim como o cupê, o modelo está posicionado entre o DB9 e o DBS na gama da Aston Martin.

O motor escolhido para equiopar o carro foi o 6.0 V12 de 497 cv e 58,1 kgfm, a que se alia uma caixa automática Touchtronic II de seis relações. Se a distribuição de peso de 50:50 já garantia uma ótima dinâmica, o Virage usa ainda um sistema de controle adaptativo de amortecimento de nova geração, que pode ser regulado em cinco níveis desde o modo "Normal" e em mais cinco no modo "Sport". Quando escolhida a opção "agressiva" se altera a resposta do acelerador e as trocas de relação.

Visualmente, o Virage se destaca pela grade inspirada no One-77 e pela saída de ar lateral, onde um conjunto de seis LEDs compõe o pisca. Na traseira o destaque vai para o difusor, que confere ao Virage uma aparência mais larga.

Em termos de equipamento, o Virage usa um sistema de navegação integrado desenvolvido em conjunto com a Garmin, assim como bancos aquecidos (apenas para a versão Sport), controle de cruzeiro, Bluetooth e um sistema áudio com ligação para o iPod.

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Aston Martin Virage tem fotos oficiais divulgadas

Superesportivo ocupará espaço entre DBS e DB9

Motor Dream

Aston Martin Virage tem fotos oficiais divulgadas

A Aston Martin divulgou as fotos oficiais do Virage Volante, versão conversível do grand tourer Virage, apresentado no último Salão de Genebra. O modelo tem a proposta de combinar performance e luxo, conforto e refinamento. Assim como o cupê, o modelo está posicionado entre o DB9 e o DBS na gama da Aston Martin.

O motor escolhido para equiopar o carro foi o 6.0 V12 de 497 cv e 58,1 kgfm, a que se alia uma caixa automática Touchtronic II de seis relações. Se a distribuição de peso de 50:50 já garantia uma ótima dinâmica, o Virage usa ainda um sistema de controle adaptativo de amortecimento de nova geração, que pode ser regulado em cinco níveis desde o modo "Normal" e em mais cinco no modo "Sport". Quando escolhida a opção "agressiva" se altera a resposta do acelerador e as trocas de relação.

Visualmente, o Virage se destaca pela grade inspirada no One-77 e pela saída de ar lateral, onde um conjunto de seis LEDs compõe o pisca. Na traseira o destaque vai para o difusor, que confere ao Virage uma aparência mais larga.

Em termos de equipamento, o Virage usa um sistema de navegação integrado desenvolvido em conjunto com a Garmin, assim como bancos aquecidos (apenas para a versão Sport), controle de cruzeiro, Bluetooth e um sistema áudio com ligação para o iPod.

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Aston Martin ganha customização da Graf Weckerle

ESCRITO POR FERNANDO GARCIA







O Aston Martin Vantage V8 ganhou a edição limitada da Graf Weckerle, empresa alemã especializada na customização de superesportivos. De acordo com a mesma, o modelo foi inspirado na famosa fabricante de champanhes Blanc de Blancs, e leva as cores branca, verde e ouro. Além da pintura, destaca-se as rodas de aro 21 feitas artesanalmente em alumínio e titânio. Internamente, há peças de ouro de 24 quilates, além de bancos, revestimento de portas, painel e console em couro e veludo. O Vantage V8 é equipado com motor V8 4.7 litros que ganhou mais 60 cv, resultando em 470 cv. Os Aston Martin DBS e DB9 também podem ser personalizados com o pacote da Graf Weckerle.


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Aston Martin ganha customização da Graf Weckerle

ESCRITO POR FERNANDO GARCIA







O Aston Martin Vantage V8 ganhou a edição limitada da Graf Weckerle, empresa alemã especializada na customização de superesportivos. De acordo com a mesma, o modelo foi inspirado na famosa fabricante de champanhes Blanc de Blancs, e leva as cores branca, verde e ouro. Além da pintura, destaca-se as rodas de aro 21 feitas artesanalmente em alumínio e titânio. Internamente, há peças de ouro de 24 quilates, além de bancos, revestimento de portas, painel e console em couro e veludo. O Vantage V8 é equipado com motor V8 4.7 litros que ganhou mais 60 cv, resultando em 470 cv. Os Aston Martin DBS e DB9 também podem ser personalizados com o pacote da Graf Weckerle.


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Aston Martin pode produzir novos Maybach










A Aston Martin e Daimler pretendem, juntas, desenvolver a próxima geração dos sedans de luxo Maybach, de acordo com o jornal Financial Times. Para isso, fontes ligadas às marcas disseram que a Daimler poderá entregar à Aston Martin o desenvolvimento e produção da nova geração dos modelos da sua marca de luxo. Em troca, a Aston Martin terá acesso aos motores da Mercedes-Benz. Porém, em comunicado oficial, o Grupo Daimler desmente qualquer acordo com a Aston Martin. "Não há acordo de cooperação com a Aston Martin. Estamos apenas discutindo com frequência sobre vários assuntos, como, por exemplo, a tecnologia que vamos empregar ao Lagonda", disse um porta-voz da Daimler.

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Aston Martin pode produzir novos Maybach










A Aston Martin e Daimler pretendem, juntas, desenvolver a próxima geração dos sedans de luxo Maybach, de acordo com o jornal Financial Times. Para isso, fontes ligadas às marcas disseram que a Daimler poderá entregar à Aston Martin o desenvolvimento e produção da nova geração dos modelos da sua marca de luxo. Em troca, a Aston Martin terá acesso aos motores da Mercedes-Benz. Porém, em comunicado oficial, o Grupo Daimler desmente qualquer acordo com a Aston Martin. "Não há acordo de cooperação com a Aston Martin. Estamos apenas discutindo com frequência sobre vários assuntos, como, por exemplo, a tecnologia que vamos empregar ao Lagonda", disse um porta-voz da Daimler.

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Aston Martin DBS

Depois de servir 007 no cinema, o modelo chega por aqui em missão nada secreta

Quatro Rodas - por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari


Aston Martin DBS

Se existe um povo que domina a arte de defender valores como nobreza e exclusividade, no território dos carros, são os ingleses. Marcas como Rolls-Royce, Bentley e Aston Martin têm o poder de abrir portões de castelos e despertar reverências em qualquer canto do mundo. O Aston Martin DBS mostrado aqui faz parte da nata da nobreza sobre rodas. Ele é o representante do vértice da marca que – com perdão da impropriedade da expressão – se popularizou no cinema em 1964, no filme 007 contra Goldfinger, estrelado pela dupla Sean Connery e Aston Martin DB5. Com a abertura da primeira loja da marca em São Paulo, o DBS, a versão mais nervosa do DB9, cupê topo de gama da marca e o carro do agente secreto James Bond no filme Cassino Royale, de 2006, chega ao Brasil para uma missão bem mais tranquila: deixar os visitantes do Salão do Automóvel de queixo caído.


Clássico, mas não discreto: ele fala alto e anda forte

Os Aston Martin são produzidos artesanalmente. As peças de alumínio da carroceria recebem acabamento manual, como esculturas. O motor é montado por um engenheiro dedicado a esse trabalho. Segundo a casa, um Aston leva cerca de 450 horas para ficar pronto, dependendo da quantidade de equipamentos solicitados pelo proprietário, que tem à disposição uma lista com praticamente tudo o que quiser. Considerando que os funcionários trabalhem oito horas por dia, são quase dois meses de montagem – tempo suficiente para as fábricas brasileiras juntas produzirem 658 200 veículos, considerando a média dos últimos meses. A Aston Martin produz anualmente cerca de 5 000 veículos.

Posição baixa ao volante, ajuste de suspensão, bancos esportivos: carro de corrida

Como todo Aston Martin, o DBS é um esportivo de luxo. Ele reúne sofisticação e desempenho dos mais altos níveis. Sua cabine é revestida de materiais nobres, como Alcantara (veja quadro na pág. ao lado) no teto, madeira laqueada no console e detalhes de fibra de carbono nas portas. A chave de ignição tem acabamento de cristal Baccarat e o sistema de som, da marca Bang & Olufsen, é o que os audiófilos chamariam de high end. No aspecto comportamental, a esportividade fica por conta do motor 6.0 V12 de 517 cv, capaz de levar o superesportivo a acelerar de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos e a atingir 307 km/h de velocidade, de acordo com os dados fornecidos pelo fabricante.

Posição baixa ao volante, ajuste de suspensão, bancos esportivos: carro de corrida

Nosso test-drive foi realizado nas ruas da Califórnia, nos Estados Unidos, circunstância que atuou como limitador de performance do DBS. Mesmo assim, sem provocar um encontro involuntário com o xerife local, conseguimos sentir a força do motor e o comportamento do carro em diferentes situações. O DBS acelera com disposição. Ao contrário do DB9, ele não consegue ser discreto. Qualquer saída de semáforo lembra uma largada: o DBS ronca alto e sai forte, mesmo pisando leve no acelerador. No dia a dia, muitas vezes, ele pode parecer um estranho no ninho, ao se comportar como se fosse um carro de corrida desgarrado de algum autódromo. Essa impressão é reforçada pelo chassi do tipo space frame, que faz o motorista se sentir ao volante de um protótipo de competição. E o mesmo conceito de chassi que foi adotado pela Audi, no R8, e pela Lotus, no Elise e no Exige. O motorista se senta em posição esportiva clássica, ou seja, baixa, junto ao piso, o que reforça a interatividade com o carro.

A sobriedade dos instrumentos indica nobreza de caráter

Gestão de patrimônio

O DBS tem motor instalado na posição central dianteira e transmissão traseira, o que resulta em uma divisão de peso na razão de 43% para o eixo dianteiro e 57% para o traseiro. Ele é menos equilibrado que o DB9, dono de uma relação de 50% para cada ponta. Mas, como está bem apoiado nos pneus 245/35 R20 na frente e 295/30 R20 atrás, o DBS se torna bem obediente.

Nas laterais de porta, a sofisticação da fibra de carbono

Sua suspensão tem amortecedores ativos, controlados por uma central eletrônica que se orienta por diversos parâmetros, como a posição do acelerador, o grau de esterço do volante e a posição da carroceria em relação a seus eixos e à trajetória desenhada durante o movimento. Assim, os conjuntos – do tipo duplo A, nos dois eixos – conseguem manter a carroceria o tempo todo em equilíbrio, sem sacrificar o conforto. Se o motorista quiser dirigir de forma mais agressiva, pode optar por enrijecer o conjunto. Para isso basta, além de um pouco de coragem e razoável perícia, apertar um botão no console. Os mais ousados podem ajustar o controle de estabilidade, de acordo com sua habilidade, uma vez que há três níveis de assistência: plena, parcial e nenhuma. Nesta última, a responsabilidade de trazer o carro de volta para casa fica toda na mão do piloto. E põe responsabilidade nisso: na direção de um DBS, o “gestor” tem nas mãos um patrimônio de 1 250 000 reais. Se não for um conservador ao estilo inglês, é bom que seu perfil não também seja muito agressivo.

Na traseira, ficam 57% do peso do DBS



SINTÉTICO

O reverenciado revestimento Alcantara é um composto sintético produzido na Itália. O aspecto de camurça, a maciez de sua textura e a praticidade na conservação são as razões de esse material ter o mesmo status do couro dos mais renomados curtumes e ter virado grife.

Sofisticação transparente: a chave é de cristal Baccarat e fica no centro do painel

Sofisticação transparente: a chave é de cristal Baccarat e fica no centro do painel



VEREDICTO

O DBS tem berço e consegue a façanha de oferecer requinte e emoção em iguais e generosas proporções. Seu preço, de 1 250 000 reais, é quase um seguro de exclusividade.

Sob o capô, o motor V12 6.30, com 517 cv



Motor: dianteiro, longitudinal, 12 cilindros, 48 válvulas
Cilindrada: 5 935 cm3
Diâmetro x curso: 89 x 79,5 mm
Taxa de compressão: 10,9:1
Potência: 517 cv
Torque: 58,1 mkgf
Câmbio: robotizado sequencial, 6 marchas, tração traseira
Carroceria: cupê, 2 portas, 2 lugares
Dimensões: largura, 190 cm; comprimento, 472 cm; altura, 128 cm; entre-eixos, 274 cm
Porta-malas/caçamba: 175 litros
Tanque: 78 litros
Suspensão dianteira: independente do tipo duplo A
Suspensão traseira: independente do tipo duplo A
Freios: discos ventilados, com ABS e ESP
Direção: hidráulica, do tipo pinhão e cremalheira
Pneus: 245/35 R20 na frente, 295/30 R20 atrás
Equipamentos: airbags, bancos de couro, sistema de som B&O, rodas de liga leve e ar-condicionado

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Aston Martin DBS

Depois de servir 007 no cinema, o modelo chega por aqui em missão nada secreta

Quatro Rodas - por Paulo Campo Grande | Fotos: Marco de Bari


Aston Martin DBS

Se existe um povo que domina a arte de defender valores como nobreza e exclusividade, no território dos carros, são os ingleses. Marcas como Rolls-Royce, Bentley e Aston Martin têm o poder de abrir portões de castelos e despertar reverências em qualquer canto do mundo. O Aston Martin DBS mostrado aqui faz parte da nata da nobreza sobre rodas. Ele é o representante do vértice da marca que – com perdão da impropriedade da expressão – se popularizou no cinema em 1964, no filme 007 contra Goldfinger, estrelado pela dupla Sean Connery e Aston Martin DB5. Com a abertura da primeira loja da marca em São Paulo, o DBS, a versão mais nervosa do DB9, cupê topo de gama da marca e o carro do agente secreto James Bond no filme Cassino Royale, de 2006, chega ao Brasil para uma missão bem mais tranquila: deixar os visitantes do Salão do Automóvel de queixo caído.


Clássico, mas não discreto: ele fala alto e anda forte

Os Aston Martin são produzidos artesanalmente. As peças de alumínio da carroceria recebem acabamento manual, como esculturas. O motor é montado por um engenheiro dedicado a esse trabalho. Segundo a casa, um Aston leva cerca de 450 horas para ficar pronto, dependendo da quantidade de equipamentos solicitados pelo proprietário, que tem à disposição uma lista com praticamente tudo o que quiser. Considerando que os funcionários trabalhem oito horas por dia, são quase dois meses de montagem – tempo suficiente para as fábricas brasileiras juntas produzirem 658 200 veículos, considerando a média dos últimos meses. A Aston Martin produz anualmente cerca de 5 000 veículos.

Posição baixa ao volante, ajuste de suspensão, bancos esportivos: carro de corrida

Como todo Aston Martin, o DBS é um esportivo de luxo. Ele reúne sofisticação e desempenho dos mais altos níveis. Sua cabine é revestida de materiais nobres, como Alcantara (veja quadro na pág. ao lado) no teto, madeira laqueada no console e detalhes de fibra de carbono nas portas. A chave de ignição tem acabamento de cristal Baccarat e o sistema de som, da marca Bang & Olufsen, é o que os audiófilos chamariam de high end. No aspecto comportamental, a esportividade fica por conta do motor 6.0 V12 de 517 cv, capaz de levar o superesportivo a acelerar de 0 a 100 km/h em 4,3 segundos e a atingir 307 km/h de velocidade, de acordo com os dados fornecidos pelo fabricante.

Posição baixa ao volante, ajuste de suspensão, bancos esportivos: carro de corrida

Nosso test-drive foi realizado nas ruas da Califórnia, nos Estados Unidos, circunstância que atuou como limitador de performance do DBS. Mesmo assim, sem provocar um encontro involuntário com o xerife local, conseguimos sentir a força do motor e o comportamento do carro em diferentes situações. O DBS acelera com disposição. Ao contrário do DB9, ele não consegue ser discreto. Qualquer saída de semáforo lembra uma largada: o DBS ronca alto e sai forte, mesmo pisando leve no acelerador. No dia a dia, muitas vezes, ele pode parecer um estranho no ninho, ao se comportar como se fosse um carro de corrida desgarrado de algum autódromo. Essa impressão é reforçada pelo chassi do tipo space frame, que faz o motorista se sentir ao volante de um protótipo de competição. E o mesmo conceito de chassi que foi adotado pela Audi, no R8, e pela Lotus, no Elise e no Exige. O motorista se senta em posição esportiva clássica, ou seja, baixa, junto ao piso, o que reforça a interatividade com o carro.

A sobriedade dos instrumentos indica nobreza de caráter

Gestão de patrimônio

O DBS tem motor instalado na posição central dianteira e transmissão traseira, o que resulta em uma divisão de peso na razão de 43% para o eixo dianteiro e 57% para o traseiro. Ele é menos equilibrado que o DB9, dono de uma relação de 50% para cada ponta. Mas, como está bem apoiado nos pneus 245/35 R20 na frente e 295/30 R20 atrás, o DBS se torna bem obediente.

Nas laterais de porta, a sofisticação da fibra de carbono

Sua suspensão tem amortecedores ativos, controlados por uma central eletrônica que se orienta por diversos parâmetros, como a posição do acelerador, o grau de esterço do volante e a posição da carroceria em relação a seus eixos e à trajetória desenhada durante o movimento. Assim, os conjuntos – do tipo duplo A, nos dois eixos – conseguem manter a carroceria o tempo todo em equilíbrio, sem sacrificar o conforto. Se o motorista quiser dirigir de forma mais agressiva, pode optar por enrijecer o conjunto. Para isso basta, além de um pouco de coragem e razoável perícia, apertar um botão no console. Os mais ousados podem ajustar o controle de estabilidade, de acordo com sua habilidade, uma vez que há três níveis de assistência: plena, parcial e nenhuma. Nesta última, a responsabilidade de trazer o carro de volta para casa fica toda na mão do piloto. E põe responsabilidade nisso: na direção de um DBS, o “gestor” tem nas mãos um patrimônio de 1 250 000 reais. Se não for um conservador ao estilo inglês, é bom que seu perfil não também seja muito agressivo.

Na traseira, ficam 57% do peso do DBS



SINTÉTICO

O reverenciado revestimento Alcantara é um composto sintético produzido na Itália. O aspecto de camurça, a maciez de sua textura e a praticidade na conservação são as razões de esse material ter o mesmo status do couro dos mais renomados curtumes e ter virado grife.

Sofisticação transparente: a chave é de cristal Baccarat e fica no centro do painel

Sofisticação transparente: a chave é de cristal Baccarat e fica no centro do painel



VEREDICTO

O DBS tem berço e consegue a façanha de oferecer requinte e emoção em iguais e generosas proporções. Seu preço, de 1 250 000 reais, é quase um seguro de exclusividade.

Sob o capô, o motor V12 6.30, com 517 cv



Motor: dianteiro, longitudinal, 12 cilindros, 48 válvulas
Cilindrada: 5 935 cm3
Diâmetro x curso: 89 x 79,5 mm
Taxa de compressão: 10,9:1
Potência: 517 cv
Torque: 58,1 mkgf
Câmbio: robotizado sequencial, 6 marchas, tração traseira
Carroceria: cupê, 2 portas, 2 lugares
Dimensões: largura, 190 cm; comprimento, 472 cm; altura, 128 cm; entre-eixos, 274 cm
Porta-malas/caçamba: 175 litros
Tanque: 78 litros
Suspensão dianteira: independente do tipo duplo A
Suspensão traseira: independente do tipo duplo A
Freios: discos ventilados, com ABS e ESP
Direção: hidráulica, do tipo pinhão e cremalheira
Pneus: 245/35 R20 na frente, 295/30 R20 atrás
Equipamentos: airbags, bancos de couro, sistema de som B&O, rodas de liga leve e ar-condicionado

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Aston Martin V8 Vantage: mal educado

Não se deixe levar pela aparência. Este inglês está mais para hooligan do que para um lorde

João Anacleto - fotos: divulgação/João Anacleto

Aston Martin Vantage V8 Coupé

Aston Martin Vantage V8 Coupé


Ele estava numa vaga de garagem, à sombra de um prédio que escondia o sol das 10 da manhã. O vermelho de seu “corpo” estava mais para um bordô do que para o Fire Red que a sua ficha técnica informa. Movi-o alguns metros à frente e o sol da Califórnia mostrou a verdade. O rubro vibrante que reluziu sacudiu os meus joelhos. Chegara a hora, finalmente, de eu ter a dimensão do que é andar numa lenda britânica — categoria desconhecida por mim, até então.

Aston Martin Vantage V8 Coupé

Antes, ainda o admirei por alguns minutos. Queria entender os R$ 600.000 pedidos pelo Vantage V8, modelo de entrada da Aston Martin que desembarcou no Brasil em 19 de agosto. Tentei, em vão, encontrar semelhanças com ou­tros esportivos, e em vão. Tudo nele trans­borda identidade. Entendi, em partes, o valor cobrado, anabolizado pelo adje­tivo “exclusividade”. Depois de fotografá-lo sob todos os ângulos possíveis, per­cebi que colocá-lo na sala de casa já me satisfaria... “Ha, ha, ha... Vamos acele­rar!”, me cobrou a consciência.
Destravei a porta com a chave feita de cristal, que se encaixa no painel como o sapato da Cinderela. E quem ficou encantado fui eu. Três luzes se acenderam numa faixa de fibra embutida na porta e, ao pressioná-la, surgiu uma espécie de maçaneta, que deve ser puxada para entrar. Engenhoso, arrancou aquele “nosssssa” da minha boca.

Ao me acomodar no banco, meu 1,90 m coube sem maiores problemas. As regulagens elétricas ficam do lado direito, na parede do console central, que é bem elevado. Por ser inglês — sinônimo de requinte, lembrado até pela Hyundai —, e de ter no currículo histórias variadas do imaginário e arte britânicos (não é, James?), era de se esperar luxo no acabamento, como as costuras dos bancos, portas e painel feitos à mão. Mas, sinceramente, pelo preço cobrado, achei que economizaram em itens bobos, como as hastes da seta e dos limpadores de para-brisa, muito finas, e na regulagem manual de altura e de distância do volante.
Nas fotos, você vê o habitáculo, mas não do mesmo jeito que eu vi. A versão avaliada não tinha câmbio manual, e sim robotizado, chamado Sportshift, no qual não há alavanca. Nele, você seleciona o câmbio por botões no painel (R, N e D) e aciona a configuração Comfort. Caso contrário, ele fica em modo Sport. Assim, ele já começa os trabalhos com desvios de comportamento. As recomendações antes do teste eram “não realizar testes ou tomadas de tempo em circuito”, e “não rodar mais de 240 km”. Para um dia, até que estava bom.


Medo e curiosidade
Apertei a chave de cristal no painel e o ronco que surgiu em nada tinha a ver com ele. Foi como se o Roberto Justus fa­las­se com o mesmo timbre do Tim Maia. Grave, rouco. Misturou medo e curiosida­de. Não combinava com a fachada.
Ao arrancar, o câmbio robotizado fez a embreagem desacoplar aos poucos e senti que o Aston “rateia” um pouco na saída, com uma leve trepidada. Toda a imponência bretã dá lugar a uma alma inesperada. A brutalidade com que ele reage ao toque do acelerador me fez esquecer o visual externo. O giro sobe rápido, e a partir dos 4 500 rpm alguns estampidos agudos rompem o som grave contínuo. Não havia motivos para ir embora. Ele é um pecado capital ao volante. Duro de evitar.
A cada troca de marchas, que também podem ser feitas por borboletas bem grandes, no estilo Ferrari Modena, o tranco é forte. Também pudera, não dá para esperar comportamento de um lorde quando você vê a “ficha corrida” de um hooligan. São 426 cv a 7 300 rpm e 47,9 mkgf de torque a 5000 rpm num V8 de 4.7 litros. Tudo aspirado.
Ao mesmo tempo em que essa explosão o joga para frente e para trás, o conjunto de suspensão, multibraço nos dois eixos, trabalha com suavidade. Na Califórnia também há valetas e emendas no piso, geralmente feito de concreto, mas, mesmo assim, foram raros os momentos de desconforto. Por outro lado, a sua capacidade dinâmica é tolhida pelo ESP pouco permissivo. Mas também é on ou off, e com o item desligado, o carro exibe mais da sua veia “desordeira”. Coração, olhos, ouvidos e até o nariz — os pneus de 20” berram por socorro — entram em estado de alerta. Assim, o Vantage V8 acelera de 0 a 100 km/h em 4s9.
Uma das grandes atrações do Vantege nos EUA é o sistema de som Bang & Olufsen, com tweeters que se erguem no painel ao ligá-lo. Lá, custa US$ 7 200, mas é de série no modelo “brasileiro”. Além dessa boa nova, o melhor foi saber que um inglês consegue perder a educação com o motorista. Como deve ser!

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